Cientistas descobrem a SLYM, nova estrutura do cérebro

A SLYM é a nova estrutura cerebral descoberta por cientistas dos Estados Unidos e da Dinamarca. O anúncio foi feito em artigo científico publicado na Science e divulgado pela imprensa ao longo da semana.

SLYM é uma sigla para “Subarachnoid Membrane Lymph Type” ou, traduzindo para o português, “Membrana Subaracnoide do Tipo Linfático”.

A descoberta foi possível graças aos avanços nas técnicas de neuroimagem e biologia molecular, afirmam os pesquisadores envolvidos no estudo. Eles descreveram a SLYM como um componente desconhecido da anatomia do cérebro, que atua como uma barreira protetora e uma plataforma para monitorar infecções e inflamações.

“Nossa hipótese é que a SLYM atue como uma barreira entre o líquido cefalorraquidiano ‘limpo’, que entra no cérebro, e o ‘sujo’, que sai do órgão, arrastando resíduos de proteínas com ele”, explicou a neurocientista Virginia Plá Requena, do Centro de Neuromedicina Translacional da Universidade de Copenhague, que participou do estudo, de acordo com a BBC News Brasil.

Foto: Getty Images | Reprodução BBC News Brasil

Nova vacina contra VSR tem 83,7% de eficácia, afirma fabricante

A Moderna foi uma das fabricantes de vacinas que teve sucesso na produção de imunizantes de RNA mensageiro para o combate à Covid-19. Agora, a empresa anunciou resultados de testes para o mesmo tipo de vacina, porém com foco na imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Nesta semana, a Moderna revelou que a nova vacina teve eficácia de 83,7% na prevenção de sintomas em pacientes idosos. O VSR tende a ser mais grave em pessoas de idade mais avançada, além de bebês e crianças.

A novidade ainda não foi publicada em revistas científicas. Ainda assim, a Moderna pretende conseguir autorização para comercializar o produto ainda no primeiro semestre de 2023. Saiba mais na matéria do Terra.

Foto: Twenty20photos/Envato Elements | Reprodução Canaltech

Novos tratamentos promissores para combater o câncer trazem esperança a profissionais e pacientes

Um futuro promissor para os tratamentos de câncer. É assim que especialistas vêm encarando os avanços científicos nos cuidados com a doença. Em reportagem da BBC News Brasil, o oncologista Bruno Ferrari, fundador e CEO do Grupo Oncoclínicas, destaca a evolução do segmento nos últimos anos.

“Opções de terapias cada vez mais personalizadas fazem com que o câncer se aproxime cada vez mais de se tornar uma doença considerada crônica, com benefícios efetivos à qualidade de vida de pessoas com diagnóstico da doença”, afirmou.

Um dos responsáveis por esses avanços é a evolução nos estudos que envolvem o genoma humano. O código genético presente nas células tumorais, de forma única em cada indivíduo, fez com que a análise dos genes se tornasse indispensável nos últimos anos, destaca a reportagem.

Tratamentos como a imunoterapia (que rendeu o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2018 aos imunologistas Tasuku Honjo e James Allison) e terapias com anticorpos monoclonais também vêm se destacando.

A biópsia líquida (foto), uma técnica menos invasiva e que ajuda a detectar e a acompanhar tumores, e o tratamento genético com CAR-T Cell, também vêm atingindo resultados promissores, embora ainda não tenham se popularizado em todo seu potencial.

Foto: Future Publishing/Getty Images | Reprodução BBC News Brasil

11 pautas que podem se tornar manchetes da ciência em 2023

A equipe de reportagem da revista Science elencou alguns dos temas mais relevantes da ciência que podem se tornar grandes histórias no jornalismo em 2023. Entre os assuntos destacam-se mudanças climáticas, biomedicina, saúde pública, geologia e astronomia.

Veja a lista completa das pautas mais quentes da ciência em 2023, de acordo com a Science:

01 — Atuação de pesquisadores para tornar a Covid “administrável”

02 — Avaliação do pacto de perdas climáticas por parte das nações mundiais

03 — Novas lideranças entre os financiadores de pesquisas biomédicas

04 — Possível aprovação da edição genética

05 — Revelação do sequenciamento de genomas, fruto de tecnologias mais precisas

06 — A tentativa de eliminação da transmissão da mpox entre humanos

07 — Lançamento de telescópio espacial pela China

08 — A definição de um período geológico oficial marcado pelos efeitos provocados pela humanidade no planeta

09 — A disponibilização da vacina da dengue

10 — A retomada da conservação da Amazônia

11 — Novas análises podem dar suporte à ideia de que eventos-chave na evolução humana aconteceram na África do Sul

E aí, será que veremos essas notícias comprovadas ao longo do ano aqui na DC?

Para ver o conteúdo da Science, acesse o site aqui (em inglês).

Imagem: Julian Rettig/Picture Alliance/DPA/AP Images | Reprodução Science

Estudo indica que hidroxicloroquina diminui risco de Alzheimer em pacientes com artrite

Olha ela aí de novo… A hidroxicloroquina, que causou controvérsia durante a pandemia de Covid-19, foi apontada em um estudo publicado na Nature como possível solução para evitar o Mal de Alzheimer.

Uma análise recente envolvendo mais de 100.000 pacientes com artrite reumatoide concluiu que aqueles que receberam a droga tiveram um risco menor de desenvolver a doença do que aqueles que tomaram o imunossupressor metotrexato.

Os pesquisadores envolvidos descobriram que a cloroquina reduziu o risco de Alzheimer em comparação com o metotrexato em quatro análises separadas. Os pesquisadores também mostraram que a droga inativou o STAT3 na micróglia, neurônios (imagem) e astrócitos. É por isso que a hidroxicloroquina poderia se tornar um tratamento modificador da doença de Alzheimer.

Saiba mais detalhes no site Drug Discovery Trends.

Imagem: Gerd Altmann / Pixabay | Reprodução: drugdiscoverytrends.com

Operação com células-tronco da placenta “pode ter salvado” vida de bebê, afirma médico

O médico Massimo Caputo (foto), do Bristol Heart Institute (Reino Unido), diz que provavelmente salvou a vida de um menino ao usar um “andaime” de células-tronco durante uma cirurgia. A intenção era corrigir o defeito cardíaco de um bebê de dois anos, o pequeno Finley.

Após realizar uma cirurgia que danificou seriamente a função cardíaca da criança, restavam poucas chances de sobrevivência fora de equipamentos médicos e da dependência de remédios. No entanto, havia uma esperança: a cirurgia experimental com células-tronco proposta por Caputo.

De acordo com a BBC, Caputo “injetou as células diretamente no coração de Finley, na esperança de que ajudassem os vasos sanguíneos danificados a se recuperar”.

As células utilizadas, chamadas “alogênicas”, podem se transformar em tecido que não sofre rejeição pelo organismo receptor. No caso do bebê britânico, elas regeneraram o músculo cardíaco danificado.

“Nós o desmamamos de todas as drogas que ele estava tomando e o retiramos da ventilação”, conta Caputo.

Foto: BBC | Reprodução G1

Racismo e xenofobia são ameaça à saúde de milhões em todo mundo

Uma série de estudos publicados pela revista científica Lancet revelou que, na Inglaterra, pessoas negras e asiáticas têm que esperar mais por um diagnóstico em seis de sete tipos de câncer do que pessoas brancas.

O estudo pontua que, por causa do racismo e da xenofobia, formuladores de políticas públicas e os próprios profissionais de saúde têm negligenciado a qualidade e a velocidade do tratamento de pessoas não brancas.

Na série publicada pela Lancet, os autores também descrevem como a medicina historicamente moldou e apoiou a categorização de humanos que levou às hierarquias sociais modernas.

Foto: Superinteressante

Aumento significativo da incidência mundial de diabetes tipo 2 em jovens está cada vez mais alarmante

Novo estudo revela aumento significativo da incidência mundial de diabetes tipo 2 de início precoce em adolescentes e jovens adultos. A pesquisa realizada por Jinchi Xie e colaboradores, da Harbin Medical University, na China, revela o aumento entre pessoas de 15 a 39 anos observadas de 1990 a 2019.

De acordo com os pesquisadores, o “estudo mostra uma clara tendência ascendente da carga de diabetes tipo 2 de início precoce entre 1990 e 2019. Os países com índice sociodemográfico [em níveis] médio e médio inferior, e as mulheres com menos de 30 anos foram [as populações] especialmente afetadas”.

O estudo alerta para a tomada de medidas urgentes para lidar com o problema em âmbito global, a fim de reduzir a carga de diabetes tipo 2 de início precoce e evitar complicações provocadas pela doença, como insuficiência renal, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral, por exemplo.

Foto: Freepik

Cérebros de adolescentes envelheceram mais rapidamente durante a pandemia

Não é “modo de falar”, não. Os cérebros dos adolescentes estadunidenses mudaram fisicamente durante a pandemia de Covid-19, envelhecendo mais rápido que o normal, diz um novo estudo divulgado durante a semana. A pesquisa é parte de um estudo maior, no qual sete cientistas da Universidade Stanford e da Universidade da Califórnia observaram as diferenças de gênero na depressão entre adolescentes.

Em 2014, foi estabelecido que exames de ressonância magnética de 220 crianças de 9 a 13 anos de idade seriam feitos a cada dois anos, como parte da pesquisa. Antes da pandemia começar, duas fases de exames foram concluídas, e a retomada só veio no final de 2020.

A partir das novas imagens, os pesquisadores conseguiram comparar os exames de ressonância magnética de 128 jovens — metade deles feitos antes da pandemia e a outra metade no final de 2020. Foi aí que veio a descoberta: as crianças e adolescentes que viveram o primeiro ano da pandemia tinham idades cerebrais superiores à sua idade cronológica.

Sabe-se que o cérebro de uma criança muda naturalmente ao longo do tempo, mas estudos já haviam identificado que essas alterações físicas podem acelerar quando uma pessoa passa por adversidades significativas na infância — como foi o caso da pandemia.
Leia o estudo na íntegra aqui (em inglês).

Foto: Reprodução Superinteressante

Vacina universal contra a gripe pode refrear uma futura pandemia

Cientistas revelaram nesta semana uma descoberta que pode revolucionar o controle da gripe: uma vacina contra todos os 20 tipos conhecidos da doença. O imunizante usa a mesma tecnologia de ácido ribonucleico mensageiro (mRNA) que as vacinas contra Covid usadas até o momento.

Como se sabe, a gripe sofre mutações e a vacina anual é atualizada para garantir a melhor correspondência para o tipo em circulação, mas provavelmente não protegeria contra novas pandemias.

“A ideia é ter uma vacina que dê às pessoas um nível básico de memória imunológica para diversas cepas de gripe”, disse Scott Hensley, um dos cientistas da Universidade da Pensilvânia por trás do trabalho, em entrevista à BBC. “Haverá muito menos doenças e mortes quando ocorrer a próxima pandemia de gripe”, acredita.

Por enquanto, a nova vacina não foi testada em humanos. Nos estudos realizados até o momento, o imunizante desencadeou altos níveis de anticorpos em testes com furões e camundongos. Leia mais detalhes na revista científica Science (em inglês, mediante assinatura).

Foto: Ivan Alvarado/Reuters | Reprodução Folha de S.Paulo