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Transformação digital na saúde: conheça as principais inovações no segmento

Pode ser difícil definir transformação digital, já que cada segmento tem uma forma diferente de lidar com o tema. Mas certamente a integração de tecnologia em todos os departamentos — ou na maior parte deles — de uma organização é um dos pontos-chave deste conceito. Quando se fala em transformação digital na saúde, estamos falando de trazer a tecnologia para o dia a dia dos profissionais da área de forma prática, facilitando e qualificando a sua atuação.

A transformação digital na saúde já é um fato — aliás, qualquer segmento pode integrar tecnologia ao seu modus operandi. Desde aquelas atividades mais “analógicas” até as áreas que mais dependem de recursos como computadores, smartphones, aplicativos e inteligência de dados, os benefícios e possibilidades são vastos.

Entregar serviços mais qualificados aos pacientes e com maior confiabilidade por parte dos profissionais de saúde — a partir do uso de prontuários eletrônicos, soluções de telemedicina e suporte à decisão clínica, para citar apenas alguns exemplos — não só é possível, como também vem se tornando uma realidade mais palpável a cada dia.

Neste artigo, vamos trazer exemplos de como a transformação digital na saúde se materializa na prática. Vem com a gente?

Prontuário eletrônico

Para não parecer que a transformação digital na saúde é uma coisa de outro mundo, nosso primeiro exemplo é algo que já faz parte da rotina da maioria dos profissionais e instituições de saúde: o prontuário eletrônico.

Embora tenha sido criado, inicialmente, como uma forma de registrar os dados clínicos dos pacientes de forma prática e segura, sem a necessidade de acumular grandes quantidades de papel, hoje o prontuário eletrônico pode fazer muito mais do que isso: gestão de agenda e faturamento, módulos de telemedicina e suporte à decisão clínica, integração com laboratórios, prescrição eletrônica, assinatura digital, entre outros recursos, facilitam a vida dos médicos e trazem praticidade ao dia a dia.

Telemedicina

Falando em telemedicina, essa tecnologia também se encaixa no conceito de transformação digital em saúde. No Brasil, a prática virou lei em caráter emergencial em abril de 2020, em função da pandemia de COVID-19. No entanto, a expectativa é de que as teleconsultas sejam mantidas mesmo após o fim da epidemia — há, inclusive, uma frente parlamentar focada no tema.

Com o uso de tecnologia especializada, os profissionais de saúde podem realizar consultas com qualidade e segurança, gestão da agenda e privacidade garantidas. Além disso, permitem atender por meio de encontros via chamadas de vídeo, com potencial de aumentar o alcance de seu trabalho a pacientes de outras regiões e de facilitar o acompanhamento médico de quem já foi examinado presencialmente.

Wearables (aparelhos vestíveis)

O uso de wearables, ou “aparelhos vestíveis”, já é uma tendência há algum tempo entre os consumidores. As pulseiras inteligentes capazes de medir os batimentos cardíacos ou a distância percorrida durante uma caminhada são um bom exemplo. Outro recurso bastante popular há muitos anos são os aparelhos auditivos. Os oxímetros também se tornaram bastante populares durante a pandemia de Covid-19. Mas os profissionais de saúde, cada vez mais, também passam a ter acesso a tecnologias que facilitam a rotina diária.

Nem sempre elas são usadas diretamente por médicos — a utilização, na maioria das vezes, pode ser recomendada a pacientes, para que o monitoramento de sua saúde ocorra remotamente por parte dos profissionais. Detectores de doenças respiratórias e Alzheimer, tecnologias de prevenção a ataques de asma e câncer de pele, entre outros recursos disponíveis para diversas especialidades médicas, são apenas mais alguns exemplos de transformação digital na saúde.

Internet das Coisas (IoT)

A IBM define Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT, em inglês) como “o conceito de conectar qualquer dispositivo (desde que tenha um botão liga/desliga) à internet e a outros dispositivos conectados. A IoT é uma rede gigante de coisas e pessoas conectadas — desde que coletem e compartilhem dados sobre a forma como são usadas e sobre o ambiente ao seu redor”. A partir daí, fica fácil compreender seu papel na transformação digital na saúde, certo?

Imagine um paciente que use lentes de contato inteligentes capazes de monitorar o nível de glicose no seu canal lacrimal e alertá-lo sempre que alterações ocorrerem. Ou uma geladeira conectada que ajude a garantir a temperatura ideal para o armazenamento de vacinas. Aliás, não precisa imaginar: ambas já existem, graças à conexão desses utensílios à internet e ao monitoramento dos dados obtidos por eles — saiba mais aqui e aqui.

Há diversos outros exemplos — a própria telemedicina e os aparelhos vestíveis estão diretamente relacionados ao uso da Internet das Coisas na saúde.

Suporte à Decisão Clínica

Os Sistemas de Suporte à Decisão Clínica (Clinical Decision Support Systems, em inglês) são outro ótimo exemplo da transformação digital na saúde. Geralmente usados como parte dos prontuários eletrônicos, esses sistemas analisam dados e disponibilizam informações no momento mais adequado, conforme a necessidade dos profissionais da área.

Pense no seguinte cenário: enquanto atende um paciente diabético, o profissional de saúde insere dados como idade, peso, altura, doenças preexistentes, entre outras informações relevantes. Enquanto isso ocorre, o próprio prontuário ajuda a direcionar os exames necessários e os tratamentos recomendados, a partir de dados e diretrizes médicas, facilitando o atendimento.

Outro exemplo de suporte à decisão clínica são as calculadoras de Índice de Massa Corpórea (IMC) e as Escalas de Risco Cardiovascular, ou ainda agregadores de dados, que apontam tendências e, até mesmo, fazem previsões com base no histórico do paciente e em tecnologias de machine learning, agilizando o diagnóstico.

Segurança de dados

A segurança é um dos aspectos mais importantes do trabalho desenvolvido na área da saúde. Afinal, garantir a privacidade dos pacientes e a preservação de seus dados é uma necessidade tanto do ponto de vista ético quanto legal. Cada vez mais, as principais empresas de tecnologia focadas em saúde têm desenvolvido formas de proteger dados sensíveis e evitar vazamentos.

Entre as principais boas práticas da área estão o controle de acesso (a partir da funcionalidade RBAC — Role Based Access Control), que permite a criação de perfis com diferentes níveis de acesso, a criptografia de dados sensíveis e a computação em nuvem.

Modelos preditivos com uso de machine learning

Os modelos preditivos baseados em machine learning (aprendizado de máquina, em uma tradução livre), também vêm ganhando espaço na área da saúde. Eles permitem “prever” o surgimento de doenças e até mesmo de epidemias, a partir da identificação de determinados padrões em dados.

Com o apoio da inteligência artificial, é possível aplicar esses modelos que facilitam a vida do profissional de saúde na busca por diagnósticos mais precisos. Na radiologia, por exemplo, milhares de imagens geradas em exames são analisadas para formar bancos de dados que, por sua vez, permitem ao profissional ter acesso a informações mais detalhadas e diagnosticar doenças raras mais rapidamente.

A importância dos dados estruturados na transformação digital

Os dados estruturados não estão diretamente ligados à atividade dos profissionais de saúde, mas são fundamentais para seu trabalho — especialmente no contexto dos modelos preditivos e da inteligência artificial. Os dados são a base da transformação digital, e se estiverem estruturados, têm o potencial de qualificar ainda mais o trabalho na área da saúde. Afinal, trata-se de dados organizados em campos específicos e dentro de um esquema, com cada campo tendo um propósito definido, de acordo com o conceito da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS).

Com dados estruturados, processos que hoje são “manuais” podem ser automatizados e gerar grande eficiência e facilidade aos médicos, outros profissionais de saúde e seus pacientes. Além disso, eles proporcionam o aumento da capacidade de gerar insights que podem passar despercebidos — e que seriam muito complexos de elaborar sem o apoio da tecnologia. Isso também ajuda a qualificar ainda mais o atendimento por parte dos profissionais de saúde e de melhorar a experiência dos pacientes.

Com o armazenamento em nuvem, esses dados ficam mais seguros. Apesar das ameaças constantes de ataques, já que os dados de saúde são extremamente valiosos, o desenvolvimento de soluções focadas em segurança é constante no cenário da transformação digital.

Conseguiu entender melhor como a transformação digital pode impactar o dia a dia dos profissionais de saúde e de pacientes, das mais variadas formas? Seja no próprio atendimento em consultório, seja por meio de um acompanhamento remoto e até mesmo na prevenção de pandemias como a da Covid-19, a tecnologia chegou para ficar.

Assim como os smartphones, assistentes virtuais e outros aparelhos inteligentes trazem comodidade para o dia a dia em nossas vidas pessoais, a transformação digital traz mais facilidade para a rotina do profissional de saúde, mais segurança para as instituições e melhores resultados para os pacientes.

Que tal conhecer um pouco mais sobre uma dessas tecnologias? Leia nosso artigo sobre Suporte à Decisão Clínica agora mesmo!

Escrito por
Marketing Prontmed

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