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Quem tem medo da telemedicina? Veja 7 dicas para realizar uma boa consulta a distância

A saúde é um setor que passa por uma evolução constante. Os profissionais da área precisam estar sempre atualizados não apenas com os avanços científicos, mas também com as melhores práticas de atendimento. Uma das mais recentes inovações na saúde é a telemedicina, tecnologia que permite um relacionamento próximo com os pacientes, mesmo que eles estejam distantes fisicamente. A prática foi autorizada no Brasil em 2020, a partir da aprovação da Lei 13.989.

Mas se engana quem pensa que a tecnologia só está relacionada à possibilidade de fazer consultas de forma remota, com apoio de ferramentas de vídeo. A integração da telemedicina ao prontuário eletrônico permite ir além e gerenciar a consulta em um lugar só, com direito a agendamento, registro de dados clínicos, solicitação de exames e faturamento, entre outros recursos, como o Suporte à Decisão Clínica, por exemplo.

Embora a pandemia do novo coronavírus tenha sido decisiva para que a aprovação da telemedicina ocorresse, a expectativa é que a modalidade seja regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina de forma definitiva. A Frente Parlamentar Mista de Telessaúde vem estimulando o debate em torno do assunto. Formada por 200 deputados federais e sete senadores, a iniciativa conta com 27 entidades profissionais de saúde como apoiadoras do projeto em todo o país.

Mas como fica o profissional de saúde nesta questão? Fazer uma consulta a distância é igual ao encontro com os pacientes na modalidade presencial? Como se preparar para essa nova era na atividade médica? Calma! Pensando nas suas dúvidas e até mesmo temores relacionados ao assunto, elaboramos este artigo com 7 dicas valiosas para quem deseja entrar no mundo da telemedicina.

O primeiro passo é esclarecer todo o processo de atendimento aos pacientes. Veja essa e outras dicas a seguir!

1. Deixe claras as condições da consulta

Não é só o ambiente da consulta que muda na telemedicina. Outras questões como horários e formas de acesso também fazem a diferença na relação entre profissionais de saúde e pacientes.

Uma boa prática para que essa comunicação ocorra da melhor forma é enviar um e-mail no momento que a teleconsulta é agendada, com a confirmação do horário, do link de acesso ao ambiente digital onde o atendimento será realizado e das condições do encontro. Esclareça os benefícios, como a comodidade de ser atendido sem sair de casa e enfrentar o trânsito, e pontue eventuais limitações que a modalidade possa oferecer, dependendo de sua área de especialidade.

Também é essencial enviar mensagens de lembrete da consulta em uma data mais próxima, como no dia anterior, por exemplo. Assim, o tempo de todos os envolvidos se torna mais produtivo e constrangimentos são evitados.

Aliás, também é bom deixar claro que telemedicina é o meio que os profissionais de saúde usam para atender seus pacientes, e a teleconsulta é o encontro entre o profissional e o paciente utilizando um desses meios — geralmente, uma tecnologia que permite a comunicação por vídeo, via computador, celular ou tablet.

2. Prepare o ambiente da consulta

Além do paciente não precisar se deslocar até o consultório nos atendimentos via telemedicina, o profissional de saúde também pode realizar seu trabalho a partir de outro local. Caso não esteja em seu ambiente usual, é importante preparar o cenário onde a consulta será realizada.

Escolha um lugar tranquilo, silencioso e livre de interrupções durante os encontros com os pacientes. Evite, por exemplo, atender as pessoas enquanto pratica outra atividade. Cuidar da iluminação e do enquadramento também é necessário, para que o paciente possa ver o seu rosto durante a conversa. Lembre-se: mais importante que a proximidade física, a conexão mental e emocional com a outra pessoa é essencial durante uma consulta.

Uma boa ring light e um tripé para celular podem ajudar. Posicionar corretamente a câmera do notebook também é fundamental.

3. Tenha uma internet confiável

Outro ponto fundamental para garantir um atendimento qualificado via telemedicina é ter uma boa conexão à internet. Como as consultas por vídeo consomem uma quantidade significativa de dados, é importante ter um plano que comporte essa necessidade.

Aqui, três pontos são fundamentais:

  • velocidade de conexão — recomenda-se, pelo menos, 1 Mbps de velocidade para uma chamada de vídeo sem travamentos e interrupções;
  • pacote de dados — é preciso contratar um plano que permita atender a quantidade de teleconsultas agendadas mensalmente, o que varia de profissional para profissional;
  • estabilidade da conexão — é fundamental contratar os serviços de uma operadora que garanta a qualidade da internet, sem que o sinal caia com muita frequência.

É claro que imprevistos e eventuais instabilidades na conexão podem ocorrer. O que não pode é fazer disso algo frequente. Por isso, tente garantir ao máximo a qualidade do sinal para a conexão não travar durante a consulta e a experiência do paciente (e a sua, como profissional) ser a melhor possível.

4. Pratique a escuta ativa

A prática da escuta ativa é básica no atendimento a pacientes e amplamente praticada nas consultas presenciais. Mas ela também vale como dica no contexto da telemedicina porque, em um ambiente virtual, se torna ainda mais importante demonstrar que se está participando da conversa. Por isso, manter uma postura interessada no que o paciente tem a dizer é essencial para acolhê-lo, mesmo a distância.

Manter-se visível ao paciente o tempo todo (com a câmera ligada e olhando para a tela onde a outra pessoa está, demonstrando atenção) é muito importante. Fazer perguntas e se engajar no assunto discutido é fundamental — o silêncio do outro lado da tela pode ser frustrante.

Ter uma postura profissional e respeitosa também é necessário, evitando atender o paciente deitado ou enquanto caminha, em um ambiente barulhento ou com grande movimentação de pessoas, ou ainda de outras formas que não seriam aceitáveis em um encontro presencial.

5. Escolha uma boa tecnologia de Telemedicina

Todas as dicas que trouxemos até aqui são fundamentais, mas de nada adianta segui-las se a ferramenta de telemedicina usada pelo profissional de saúde não for a mais adequada. É aí que o risco de a teleconsulta não dar certo reside.

Embora muita gente use aplicativos genéricos de comunicação, como o WhatsApp, Zoom e Google Meet, entre outros, contar com uma solução pensada especificamente para a relação entre médico e paciente — preferencialmente integrada ao prontuário eletrônico — traz mais autonomia, agilidade, segurança e qualidade ao atendimento.

Contar com prontuário eletrônico, módulos de agendamento, assinatura e certificado digital, disparo automático de e-mails, prescrição de medicamentos, solicitação de exames e faturamento integrados à consulta em vídeo, em uma só tela, é um diferencial e tanto. Afinal, o profissionalismo das consultas presenciais também deve estar presente na modalidade online.

6. Garanta a segurança dos dados e a criptografia durante a consulta

Seja qual for a tecnologia escolhida para a teleconsulta, é fundamental garantir a segurança dos dados dos pacientes. Por isso, verifique se o serviço escolhido oferece criptografia de ponta a ponta.

Embora a Lei 13.989 não entre em detalhes a respeito dessas questões, a Lei 13.709 — mais conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) — prevê que os dados pessoais sejam preservados, inclusive em ambientes digitais.

7. Aprenda a usar a ferramenta antes da primeira consulta

Por último, mas não menos importante, o foco no treinamento e aprendizado de todos os recursos da ferramenta de telemedicina escolhida é essencial para garantir o bom uso da tecnologia e o melhor atendimento possível aos pacientes.

Muitas vezes, os próprios desenvolvedores desse tipo de tecnologia oferecem o treinamento necessário para os usuários tirarem o melhor proveito possível do produto. Assim, garantem que os profissionais de saúde consigam proporcionar uma experiência de atendimento qualificada para seus pacientes.

E então, conseguimos deixar o assunto mais claro e tirar um pouco do seu medo em relação à telemedicina? É natural que uma novidade como essa cause um pouco de apreensão num primeiro momento. Mas é essencial entender a importância de oferecer novas modalidades de atendimento aos pacientes com a qualidade que eles merecem — e garantir, ainda, uma boa experiência para quem é profissional de saúde.

É claro que, dependendo da especialidade, uma consulta presencial, com exame físico, continua sendo necessária. Mas mesmo nesses casos a telemedicina pode surgir como forma de oferecer um atendimento com mais agilidade e conforto no acompanhamento dos pacientes, em consultas de retorno.Quer continuar bem informado a respeito de telemedicina e outros temas relacionados? Siga a gente nas redes sociais! Estamos no Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter e YouTube.

Escrito por
Marketing Prontmed

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