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Novembro Azul: qual o papel do profissional de saúde na campanha? Veja 4 dicas!

O Novembro Azul é uma oportunidade para profissionais de saúde, pacientes e a sociedade refletirem a respeito da saúde do homem. Conhecidos por procurarem ajuda médica apenas quando sintomas de doenças surgem, os pacientes do sexo masculino tendem a encontrar mais dificuldades no tratamento. Isso, inclusive, faz com que muitos homens morram ainda jovens (antes dos 60 anos).

Sabe-se que o atendimento primário em saúde tem maior procura pelas mulheres. Um estudo realizado no Distrito Federal, em 2019, deixou isso claro. No período de 12 meses analisado pelos pesquisadores, apenas 35% dos pacientes que buscaram esse tipo de atendimento eram homens.

O grande problema é que diversas doenças — dentre elas, o câncer de próstata — são “silenciosas”. Ou seja, não apresentam sintomas até que o caso já seja grave demais para ser solucionado. Mas de que forma os profissionais de saúde podem ajudar a mudar esse quadro?

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre a origem do Novembro Azul, seus objetivos e, é claro, trazer dicas para que médicos e outros profissionais de saúde — mesmo que não sejam da área da urologia — possam dar sua contribuição à campanha. Leia até o fim!

O que é Novembro Azul?

Novembro Azul é o nome que se dá ao mês da conscientização sobre a saúde do homem, especialmente no combate ao câncer de próstata. Na sequência do Outubro Rosa, uma campanha direcionada à saúde das mulheres, o mês de novembro é marcado por iniciativas que buscam aumentar a visibilidade a respeito da necessidade de os homens cuidarem melhor da saúde, agindo de forma preventiva.

Nos Estados Unidos, a estimativa da American Cancer Society para 2021 era de que mais de 248 mil novos casos do câncer de próstata seriam diagnosticados no ano. Além disso, mais de 34 mil mortes em função da doença eram esperadas.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 a estimativa de novos casos era de 65.840 no Brasil. Já o número de mortes estimado em 2019 foi de 15.983 no país. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais mata pessoas do sexo masculino no Brasil, atrás apenas do câncer de pele.

Como a data alusiva à saúde do homem surgiu?

O Novembro Azul começou na Austrália, em 1999. Embora haja um vínculo com o câncer de próstata, no entanto, a ideia original era mais focada em aumentar a conscientização dos homens a respeito da necessidade de cuidar da saúde de forma geral. Inclui-se aí qualquer questão relacionada à morte prematura deles, desde o câncer testicular até o suicídio.

Uma das formas de chamar a atenção para a crise de saúde masculina foi estimular que os homens deixassem o bigode crescer ao longo do mês — o que também ficou conhecido como Movember, um trocadilho com “novembro” e “bigode”, respectivamente november e moustache, em inglês.

Quando o Novembro Azul chegou ao Brasil?

No nosso país, o movimento começou a ganhar mais visibilidade ao longo dos anos 2000. Em novembro de 2008, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, com foco no autocuidado.

Com o passar do tempo, ficou cada vez mais evidente que a entrada do público masculino no sistema de saúde ocorre, em grande parte, por meio da atenção especializada, e não de cuidados primários. Isso deixa claro que os homens buscam apoio médico quando apresentam sintomas de uma doença e, muitas vezes, já é tarde demais para tratá-la adequadamente. Além de aumentar os índices de mortalidade, o custo do sistema também cresce.

De acordo com o próprio documento que aborda os princípios e diretrizes da política lançada em 2008, “muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção primária. A resistência masculina à atenção primária aumenta não somente a sobrecarga financeira da sociedade, mas também, e, sobretudo, o sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família, na luta pela conservação da saúde e da qualidade de vida dessas pessoas”.

Por isso, inclusive no Brasil, a campanha muitas vezes vai além da temática do câncer de próstata, e engloba outras doenças e a necessidade de prevenção de forma mais geral.

Quais os tipos de câncer de próstata?

Vimos que os homens tendem a buscar apoio no sistema de saúde quando já estão com algum sintoma, o que é bem documentado pelas autoridades sanitárias. No entanto, quando se trata de câncer de próstata, deixar para procurar atendimento médico somente quando aparece um sintoma, pode ser tarde demais para que o tratamento seja efetivo.

De acordo com o INCA, entre os principais sintomas estão a dificuldade e a maior frequência da necessidade de urinar, o que ocorre pelo crescimento da próstata provocado pelo tumor. Mas existem tipos diferentes da doença que não se pode ignorar. São eles:

  • adenocarcinoma de próstata — é o tipo mais comum e corresponde a 95% dos casos;
  • tumor neuroendócrino — corresponde a apenas 1% dos casos, mas se descoberto em fase avançada, é muito letal;
  • carcinoma intraductal — também é raro, porém, tende a crescer e se espalhar rapidamente para outras partes do corpo. Tem baixa chance de recuperação e grande probabilidade de retorno após o tratamento.

4 dicas para profissionais de saúde apoiarem o Novembro Azul

Quando as pessoas que mais entendem de saúde, como médicos e outros profissionais da área, se engajam em uma campanha, ela tem muito mais chance de dar certo. Por isso, a participação de quem atua na saúde é tão importante no Novembro Azul.

Tá legal, não precisa deixar o bigode crescer, mas há outras formas de apoiar a causa. Veja algumas delas!

1. Engaje-se na campanha

Fazer parte da campanha Novembro Azul é mais simples do que se imagina. Mesmo aqueles profissionais que não atuam especificamente na área da urologia podem ajudar. Uma das formas de fazer isso é utilizando os próprios materiais de propaganda criados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Acesse o site da entidade para saber mais.

Decorar o consultório com as cores da campanha, usar um laço azul no jaleco e distribuir folhetos informativos — ou ainda investir em mensagens de WhatsApp, e-mails marketing e postagens nas redes sociais — são boas formas de aumentar a visibilidade do Novembro Azul.

2. Oriente os pacientes sobre a necessidade do exame de próstata

Mais uma vez, ainda que a sua área não seja a urologia, é fundamental orientar os pacientes a respeito da necessidade do exame de próstata (toque retal e dosagem do PSA total), especialmente para homens entre 50 e 70 anos de idade, de acordo com o Programa Nacional de Controle do Câncer da Próstata.

Da mesma forma, o Programa não indica o rastreamento populacional, com base na ausência de evidências da efetividade das modalidades terapêuticas propostas para o câncer em estádios iniciais e do risco de seus efeitos adversos.

3. Recomende uma atitude preventiva

Mais do que fazer o exame de próstata, levar uma vida saudável é a prevenção ideal para evitar essa e outras doenças. Por isso, todo profissional de saúde deve incentivar seus pacientes a praticarem exercícios e a se alimentarem bem, além de fazerem seus exames periódicos, como:

  • verificação do perímetro abdominal;
  • checagem da pressão arterial;
  • hemograma completo (pelo menos uma vez por ano);
  • testes de urina;
  • exames de sangue para checagem da glicemia;
  • vacinação atualizada.

4. Controle o histórico do paciente pelo prontuário eletrônico

A tecnologia é uma aliada também no acompanhamento da saúde do homem. Além de ajudar na anamnese, um bom prontuário eletrônico permite um fácil acesso ao histórico do paciente e a ágil solicitação de exames e procedimentos, bem como a prescrição de medicamentos, com suporte da receita digital.

Chegamos ao fim deste artigo, mas o Novembro Azul está apenas começando — e suas boas ações devem ser rotina no dia a dia de profissionais de saúde todos os meses. Se cada um ajudar um pouquinho, veremos um avanço nos resultados ao longo dos anos.

Agora, conte para a gente o que você já fez ou pretende fazer para apoiar a campanha no link de comentários!

Escrito por
Marketing Prontmed

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