IoT na medicina: 6 tendências da internet das coisas na saúde

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IoT na medicina: 6 tendências da internet das coisas na saúde
Cada vez mais, a IoT na medicina se torna uma realidade: conheça algumas tendências e se prepare para o que vem pela frente na área.

Sumário

A internet das coisas (Internet of Things ou IoT, em inglês) é definida pela IBM como “o conceito de conectar qualquer dispositivo à internet e a outros dispositivos conectados”. Mas quando se pensa sobre o que é IoT na medicina, pode-se considerar uma série de formas nas quais os cuidados em saúde ocorrem de forma remota, indo além da telemedicina.

A IoT é uma rede gigante de “coisas” e pessoas conectadas — e todas elas coletam e compartilham dados a respeito da maneira como são usadas e do ambiente ao seu redor (sempre com respeito à LGPD, é claro). Isso tudo faz muito sentido quando se fala no monitoramento remoto de pacientes e até mesmo na realização de cirurgias com suporte da robótica. Concorda?

Mas já estamos nos adiantando no assunto… Leia a seguir 6 tendências de IoT na medicina para saber mais!

1. Monitoramento remoto de pacientes

O monitoramento remoto de pacientes é uma das maneiras mais frequentes de ver a IoT na medicina na prática. Com apoio de dispositivos conectados, torna-se possível coletar automaticamente métricas de saúde. Entre elas, a frequência cardíaca, a pressão arterial, a temperatura corporal, entre outros dados, mesmo que os pacientes não estejam presentes fisicamente em uma unidade de saúde.

Outros exemplos que se destacam no monitoramento remoto de pacientes são o controle da glicose, o mal de Parkinson (com acompanhamento da flutuação dos sintomas ao longo do dia) e até mesmo a depressão (a partir da identificação de sintomas físicos associados ao transtorno mental).

2. Acompanhamento dos profissionais de saúde

A tecnologia também pode auxiliar os próprios profissionais de saúde na sua rotina. Uma das formas como a IoT pode atuar na prática deles é o monitoramento da higienização das mãos. Um problema frequente nas instituições de saúde, em função do dia a dia corrido de médicos, enfermeiros e outros profissionais, a falta de higiene das mãos pode potencializar o aumento de infecções no ambiente hospitalar.

Embora a internet das coisas não seja capaz de resolver o problema, dispositivos conectados podem ajudar os profissionais — por meio de lembretes — a lavarem as mãos com frequência.

3. Inaladores conectados

Os sintomas e crises derivadas de problemas de saúde como a asma ou a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), muitas vezes, surgem repentinamente. Uma forma de driblar essa situação é por meio do uso de inaladores conectados à internet, que podem ajudar os pacientes a monitorar a frequência das crises. Além disso, a coleta de dados feita pelos aparelhos pode ajudar os profissionais de saúde a entender o que as desencadeou. 

4. Cirurgia robótica

A cirurgia robótica, que inclusive foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022, também tem tudo a ver com IoT na medicina. Ela traz uma série de benefícios para os pacientes, que vão desde a diminuição da perda sanguínea no pós-operatório, até menor tempo de internação e cicatrização mais rápida, entre outros.

Vários hospitais brasileiros dispõem de robôs que executam a cirurgia comandada por um cirurgião especializado nesta técnica. O profissional comanda a cirurgia de dentro de um console, onde tem uma visão 3D de alta qualidade, além da precisão no ato cirúrgico dada pelas pinças do robô. Assim, os cirurgiões podem realizar procedimentos complexos que seriam difíceis de executar usando mãos humanas, por exemplo.

No Brasil, os cirurgiões que trabalham com a cirurgia robótica devem contar com treinamento específico para esse tipo de operação, além da especialidade cirúrgica para a qual estão qualificados.

5. Monitoradores de sono

As doenças do sono sempre precisaram da presença física do paciente para serem monitoradas de perto. Era necessário ir até uma clínica e passar a noite lá para que eventuais sintomas pudessem ser identificados e diagnosticados pelos profissionais de saúde.

Com sensores conectados à internet, no entanto, já se tornou possível fazer esse monitoramento de forma remota. Entre os benefícios estão garantir a qualidade de sono do paciente e realizar o acompanhamento no próprio ambiente em que o indivíduo costuma dormir (o que dá uma dimensão mais realista da sua condição), entre outros.

6. Relógios inteligentes

Os relógios inteligentes (smartwatches) talvez sejam os mais populares exemplos de dispositivos quando se fala em IoT na medicina. Entre suas funcionalidades estão o acompanhamento do ritmo cardíaco, da distância percorrida em caminhadas ou corridas durante o dia, e diversas outras.

Além dos relógios, outros aparelhos vestíveis (wearables) também podem ser muito úteis – pulseiras inteligentes, monitores ECG (eletrocardiograma) e de pressão arterial, colares para o pescoço que protegem contra traumas e lentes de contato inteligentes são apenas alguns exemplos.

Como pudemos ver até aqui, a IoT na medicina já é uma realidade. A cada ano, surgem novidades e aumenta a adesão a esse tipo de recurso para qualificar ainda mais o atendimento aos pacientes, a coleta de dados de saúde e os desfechos clínicos

Dentro de um cenário de acelerada transformação digital, estar preparado para esse novo momento pode trazer ganhos tanto para os pacientes quanto para profissionais e instituições de saúde.

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