Quais serão os empregos na área da saúde daqui a 20 anos? Veja 5 exemplos

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Quais serão os novos empregos na área da saúde daqui a 20 anos? Veja 5 exemplos
O futuro dos empregos na área da saúde é animador. Confira novidades do setor.

Sumário

Os empregos na área da saúde devem continuar em alta nos próximos anos. Ainda assim, as mudanças provocadas pela transformação digital também devem promover alterações na forma como a atuação dos profissionais da área ocorre.

Futuristas e publicações como Forbes, The New York Times e The Medical Futurist, além de consultorias como a Deloitte, têm se debruçado sobre o assunto, destacando algumas formas de trabalhar que serão radicalmente modificadas, enquanto outras áreas tradicionais permanecerão em alta ou até mesmo terão aumento de demanda.

Neste artigo, trazemos os principais pontos que vêm sendo discutidos a respeito dos empregos na área da saúde. Confira!

1. Especialista em deep learning para treinamento de algoritmos

Muitas empresas já estão à procura de cientistas de dados especialistas em deep learning. Afinal, criar algoritmos baseados em inteligência artificial (IA) capazes de ajudar na tomada de decisões médicas é uma forte tendência para o futuro da medicina. Mas o uso da IA vai além do consultório: a organização de dados e a gestão dos seguros de saúde também será cada vez mais baseada na tecnologia.

Os algoritmos baseados em deep learning são, essencialmente, redes neurais artificiais inspiradas na forma como o cérebro humano funciona, incluindo suas incontáveis interconexões entre os neurônios. Essas redes neurais artificiais precisam de muito treinamento para se aperfeiçoarem e se tornarem mais precisas. 

Imagine a necessidade de uma tomada de decisão referente a uma ressonância magnética: é necessário que a máquina visualize milhões de imagens para que os especialistas em deep learning possam ajustar a tecnologia de forma que ela ofereça a resposta certa sempre. É por isso que a profissão é considerada um dos empregos na área da saúde mais importantes nos próximos anos, de acordo com a The Medical Futurist.

2. Especialistas em conteúdo de saúde para assistentes de voz

Cada vez mais, as pessoas consultam a internet para tentar entender o que um sintoma pode significar. Embora a prática não seja a mais recomendada, é preciso aceitar que isso não vai deixar de acontecer.

Por isso, oferecer ferramentas seguras e confiáveis para que o público possa checar possíveis causas para seus sintomas e dar a melhor orientação para os pacientes é bastante importante no cenário atual, em que os meios de comunicação estão cada vez mais digitalizados.

É aí que entra o especialista em conteúdo de saúde para assistentes de voz, responsável pelo conteúdo a ser consumido pelas pessoas que fazem buscas na internet — especialmente em assistentes como a Alexa, da Amazon, ou Siri, da Apple — a respeito de sua saúde. Esse será um dos principais empregos na área da saúde, segundo a Forbes.

Cada vez mais as pessoas tendem a usar a internet com essa finalidade — o que demonstra uma tendência de crescimento neste mercado e de busca por profissionais qualificados.

3. Estrategista de estilo de vida

Com o advento da saúde 4.0, o crescimento da comercialização de dispositivos vestíveis (wearables) é notório. A estimativa é de que mais de 400 milhões de produtos sejam comercializados anualmente ao longo da próxima década.

Mas quais são os wearables mais recomendados para cada indivíduo observar melhorias reais em seu estilo de vida? E como tirar o melhor proveito desses aparelhos – especialmente dos dados gerados ao usar relógios inteligentes e outros gadgets?

Muita gente acredita que estrategistas de estilo de vida serão uma profissão em alta no futuro — mais ou menos como personal trainers ocuparam um grande espaço no mercado nos últimos anos. No entanto, diferentemente da formação em educação física exigida para esses profissionais, um grande conhecimento específico em saúde (com formação em áreas como medicina e enfermagem) será necessário para cumprir esse papel e oferecer as melhores orientações possíveis à população.

4. Designer de órgãos

Embora o artigo já esteja começando a parecer mais um roteiro de filme de ficção científica, o fato é que muitas profissões consideradas como impossíveis até pouco tempo atrás, hoje já começam a ser vistas como potenciais empregos na área da saúde. Um deles é o designer de órgãos.

Um estudo conduzido no Brasil, inclusive, levou à criação de um minifígado tridimensional por meio de bioimpressões. A partir do uso de células humanas, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desenvolveram organoides hepáticos capazes de produzir vitaminas vitais, entre outras funções típicas do fígado. A expectativa é que a pesquisa seja o primeiro passo para uma revolução nos transplantes de fígado no futuro.

Outro exemplo: uma bexiga 3D também dá uma vida “quase normal” a Luke Massella há mais de 10 anos. Construído a partir de suas próprias células, o órgão foi desenvolvido de forma personalizada ao paciente, o que evitou a rejeição do organismo e permite que ele consiga ter uma grande qualidade de vida.

A tendência é que a profissão de designer de órgãos cresça cada vez mais, com a criação de outros órgãos artificiais capazes de dar sobrevida a pacientes que aguardam por transplantes ou necessitam de tratamentos invasivos — como a hemodiálise — por muitos anos.

5. Especialista em saúde mental

Profissões mais tradicionais também continuarão em alta no futuro. De acordo com estudo do Labor Department, dos Estados Unidos — uma espécie de ministério do trabalho por lá — o abuso de substâncias e os transtornos de comportamento e de saúde mental devem crescer 25% até 2029.

Os empregos na área da saúde mental já vêm acompanhando essa tendência, de acordo com reportagem do New York Times. Vagas como as de gerente de saúde comportamental, gerente de redução de risco e assistente social estão entre as que têm demandado mais profissionais, de acordo com a matéria.

Para terapeutas, o aumento do número de vagas foi de nada menos que 56% em 2020. As vagas que mais cresceram são as de psicólogo, conselheiro e clínico de saúde mental, diz a reportagem.

E você, consegue se ver atuando em algum desses empregos na área da saúde? Ou pensa em ter outra profissão de futuro no segmento, como especialista em intervenções cirúrgicas a partir de realidade virtual, gestor de hospital virtual ou ainda especialista em dados de saúde?

Enquanto você reflete a respeito do assunto, que tal ler outro conteúdo do nosso blog? Veja 5 dicas de aplicativos para médicos!

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