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Como o Suporte à Decisão Clínica pode ajudar no diagnóstico da Covid-19?

Como todos sabem, desde março de 2020 o mundo não tem sido mais o mesmo. A partir do momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia do novo coronavírus, uma série de medidas sanitárias entraram em vigor. Desde o distanciamento social até o uso de máscaras e álcool gel, além do desenvolvimento de tecnologias, da realização de testes e de pesquisas para compreender como o vírus ataca o organismo – e os sintomas provocados no caminho – a vida na Terra mudou drasticamente. Entre as medidas, ainda devemos incluir o desenvolvimento de técnicas para o diagnóstico da Covid-19.

O mundo perdeu milhões de vidas desde então, mas é inegável que a ciência e a tecnologia evoluíram rapidamente no período, inclusive com o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, a principal esperança na busca pelo retorno à normalidade. Um dos sistemas que ajudou nessa evolução foi, justamente, o de Suporte à Decisão Clínica (Clinical Decision Support ou CDS, em inglês).

Neste artigo, vamos destacar como essa tecnologia pode ajudar na hora de detectar a Covid-19 em pacientes e falar sobre um estudo realizado nos Estados Unidos com uma calculadora de risco que permitiu que um grupo de médicos da linha de frente diagnosticasse casos da doença — um belo exemplo de como a transformação digital na saúde ocorre na prática.

Leia a seguir mais detalhes sobre o uso da tecnologia no diagnóstico da Covid-19!

Sistemas direcionam profissionais de saúde no diagnóstico de Covid-19

Um Sistema de Suporte à Decisão Clínica oferece uma ajuda e tanto aos profissionais de saúde durante o atendimento clínico de seus pacientes. Munidos com uma base de dados repleta de conteúdo científico, esses sistemas são uma espécie de “assistente virtual” que oferece informações para embasar diagnósticos e tratamentos de saúde, incluindo medicamentos e procedimentos recomendados — isso tudo a partir de uma relação com os dados clínicos dos próprios pacientes.

No caso da Covid-19, logo nas primeiras semanas da pandemia já foi possível identificar determinados sintomas comuns a quem contraiu a doença: febre, coriza, dor de cabeça, falta de ar e perda de olfato e paladar eram os mais frequentes. Muitas vezes, no entanto, esses sintomas se confundem com os de um resfriado ou gripe comum.

A variante Delta do coronavírus, surgida em 2021, é ainda mais similar a um resfriado, pois não costuma trazer sintomas mais específicos da Covid-19, como tosse e a perda de olfato e paladar. Daí, surge um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em uma situação de demora na realização de testes e obtenção de resultados.

A partir de um sistema de Suporte à Decisão Clínica abastecido com um banco de dados atualizado sobre essa e outras doenças, integrado a um prontuário eletrônico repleto de dados sobre o paciente, a detecção de um novo caso de coronavírus pode ocorrer mais facilmente. O profissional insere os sintomas e o sistema direciona para diagnósticos mais prováveis.

Calculadora de risco é exemplo de tecnologia que ajuda no diagnóstico da Covid-19

Um estudo publicado pela Infection Diseases Society of America (IDSA), dos Estados Unidos, demonstrou que uma calculadora de risco de Covid-19 chamada CORAL (COvid Risk cALculator) é um sistema de Suporte à Decisão Clínica capaz de orientar os médicos que atuam na linha de frente do combate à doença. Isso é feito por meio da avaliação diagnóstica de pacientes sob investigação e a descontinuação segura de precauções.

De acordo com o artigo, foi conduzido um estudo do sistema, que faz uma investigação diagnóstica da COVID-19 estratificada por risco. Quando o resultado é negativo para o contágio, as precauções baseadas na transmissão são retiradas. Este CDS (Clinical Decision Support ou Suporte à Decisão Clínica, em português) também faz a triagem de casos complexos para avaliação médica de doenças infecciosas.

Antes do CORAL, os médicos revisavam todos os registros de pacientes sob investigação para orientar as precauções necessárias. Depois da implementação do sistema de Suporte à Decisão Clínica, os médicos da linha de frente passaram a fazer essa avaliação diretamente usando o CORAL. Durante o processo, comparou-se as frequências dos testes de PCR para Covid-19 pré e pós-CORAL, a duração total do status do paciente como “sob investigação” e as horas de trabalho dos infectologistas envolvidos, entre outros fatores.

Resultados do estudo demonstram importância do Suporte à Decisão Clínica no tratamento da Covid-19

Entre maio de 2020, quando o projeto teve início, e fevereiro de 2021, quando ocorreu a publicação do estudo, o CORAL foi usado mais de 30 mil vezes. Atualmente, a ferramenta está em operação em 12 hospitais na região de Boston (EUA).

A conclusão do estudo foi de que o CORAL é um Sistema de Suporte à Decisão Clínica, nas palavras do próprio artigo, “eficiente e eficaz para orientar os médicos da linha de frente por meio da avaliação diagnóstica de pacientes sob investigação e descontinuação segura das precauções”.

É claro que os testes específicos, como o RT-PCR, são as principais ferramentas na conclusão do diagnóstico da Covid-19. Porém, em determinadas situações, sistemas como o CORAL servem como apoio para as equipes de saúde atuarem de forma segura no tratamento dos pacientes.

Chegamos ao fim de mais um artigo do nosso blog e esperamos ter trazido informações valiosas. Aliás, você sabia que as tecnologias de Suporte à Decisão Clínica podem ser úteis em diversas outras situações que vão além do diagnóstico da Covid-19? Seja no tratamento da hipertensão arterial sistêmica ou da diabetes, no cálculo do risco cardiovascular, entre outras doenças, um sistema baseado em fontes de atualização médica confiáveis e sempre pronto a facilitar a vida do profissional de saúde tem tudo a ver com o cenário de saúde 4.0 que estamos vivendo.

Então, que tal saber mais sobre Suporte à Decisão Clínica? Leia nosso artigo sobre o assunto.

Escrito por
Marketing Prontmed

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