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Dia Mundial do Diabetes: qual o cenário da doença na era da Covid-19?

Em todo o mundo, uma em cada 10 pessoas sofre de diabetes. No total, são nada menos de 537 milhões de adultos com a doença ao redor do globo, de acordo com a International Diabetes Federation (IDF). Os números não são apenas grandes — eles também estão aumentando. É por isso que o sinal de alerta já foi ligado entre os profissionais de saúde de todas as categorias, que podem se engajar na luta contra a doença, especialmente no Dia Mundial do Diabetes, que ocorre em 14 de novembro.

Em nível nacional, o cenário também é preocupante. Levando-se em conta as 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal, a frequência do diabetes é de 7,4%. Entre as mulheres, a doença atinge 7,8% da população, enquanto 7,1% dos homens que vivem nessas localidades já receberam o diagnóstico de elevação da glicose no sangue. Os dados são do Vigitel 2019.

Por isso é tão importante falar sobre o Dia Mundial do Diabetes, que ocorre em 14 de novembro, e também sobre novos aspectos no tratamento da doença: sua relação com a Covid-19, as formas de prevenir o desenvolvimento do diabetes e as tecnologias que podem ajudar no seu diagnóstico e acompanhamento.

Esperamos que goste do conteúdo! Vamos em frente?

Qual a origem do Dia Mundial do Diabetes?

De acordo com o site oficial da data, o Dia Mundial do Diabetes surgiu em 1991 a partir de uma iniciativa do IDF e da Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta às crescentes preocupações a respeito da doença. A data se tornou oficial da ONU a partir de 2006. A escolha do dia 14 de novembro se deu por ser o aniversário de Sir Frederick Banting, que descobriu a insulina com Charles Best, em 1922.

O Dia Mundial do Diabetes é a maior campanha mundial de conscientização sobre a doença, com um público global de mais de 1 bilhão de pessoas em cerca de 160 países. O círculo azul é o símbolo global da conscientização sobre o diabetes. Ele representa a unidade da comunidade global em resposta ao que já é considerado uma “epidemia” em todo o mundo.

Todos os anos, a campanha do Dia Mundial do Diabetes se concentra em um conceito específico. No ciclo que vai de 2021 a 2023, o tema a ser trabalhado é “Acesso aos Cuidados com a Diabetes — Se Não Agora, Quando?”.

O que se sabe sobre a relação entre diabetes e Covid-19?

Ainda existem dúvidas a respeito da relação de aumento de severidade entre o diabetes e o SARS-CoV-2. Embora já se saiba que a doença é uma comorbidade com grande probabilidade de agravar casos da Covid-19 em pacientes diabéticos, ainda há pontos que não estão claros para os especialistas.

O que se sabe é que ter diabetes pode aumentar muito as chances de hospitalização. Mais de um terço dos internados em função da Covid-19 são diabéticos. Além disso, entre 30% e 40% dos casos graves e mortes provocados pela doença viral são de pacientes com diabetes. Os dados foram publicados no periódico Diabetes Care e divulgados em reportagem do Medscape.

“Grande parte do risco aumentado deve-se ao fato de pessoas com diabetes terem mais comorbidades, mas há muitos outros mecanismos que parecem aumentar ainda mais o risco, incluindo alterações nas respostas inflamatórias e imunitárias desses pacientes, e a hiperglicemia parece exacerbar o risco por si só”, explicou ao Medscape o Dr. Edward W. Gregg, do Imperial College London.

Imunidade é fundamental para se prevenir

Garantir o máximo de imunidade e respeitar o calendário de vacinação também é essencial para que pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 possam se prevenir em caso de contágio pela Covid-19. E aqui não se trata apenas da vacina contra a Covid-19, mas também aquelas que oferecem proteção contra outras doenças.

Inclusive, existe um calendário específico de vacinação para pessoas com diabetes. Elaborado em parceria pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o calendário orienta os pacientes a respeito das principais vacinas que aumentam a capacidade do organismo de vencer determinadas doenças.

As imunizações contra a gripe comum (Influenza), as pneumocócicas conjugadas (VPC10 ou VPC13) e a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) são alguns exemplos. O calendário de vacinação da SBD e da SBIm está disponível aqui.

O que todo profissional de saúde deve fazer para prevenir o diabetes em seus pacientes?

Mesmo aqueles profissionais de saúde que não atuam diretamente no tratamento do diabetes, como os endocrinologistas, também podem ajudar a prevenir a doença em seus pacientes. O Dia Mundial do Diabetes é uma ótima oportunidade de levantar essa bandeira, mas é importante lembrar dessa necessidade durante todo o ano.

Confira algumas dicas:

  • estimule que seu paciente tenha uma alimentação saudável — se possível, com apoio de um profissional de nutrição;
  • recomende a prática de atividades físicas — afinal, o sedentarismo causa muitos problemas de saúde e é um fator de risco para o diabetes. Além disso, a perda de peso se tornou um dos principais fatores para controle da doença, em novo protocolo divulgado em 2021;
  • peça para o paciente observar seu histórico familiar, afinal, tanto por questões genéticas, quanto por comportamentos e alimentação similar na família, mais casos de diabetes podem surgir;
  • solicite exames de glicemia, que têm baixo custo e ajudam a monitorar os níveis de glicose no sangue.

Como o Suporte à Decisão Clínica pode ajudar nesta tarefa?

Sistemas de Suporte à Decisão Clínica podem ajudar profissionais de saúde a orientar seus pacientes com mais precisão no monitoramento do diabetes. Geralmente integrados ao prontuário eletrônico, esses sistemas contam com calculadoras, alertas e outros recursos que facilitam o diagnóstico.

Entre os pontos que um Sistema de Suporte à Decisão Clínica pode ajudar os profissionais de saúde destacam-se:

  • na correlação do diabetes com outras doenças crônicas, a partir de análises retiradas de bancos de dados abastecidos com conteúdo médico atualizado;
  • na solicitação de exames no período correto, a partir de alertas disparados pelo sistema;
  • no pedido de exames específicos para identificação de lesões em outros órgãos, que podem estar associadas ao diabetes;
  • no monitoramento das datas corretas para a realização de vacinas.

O diabetes é uma doença silenciosa, sem sintomas no estágio inicial. Por isso é tão importante monitorá-la com antecedência. Quando o paciente começa a sentir os primeiros sinais — como problemas de visão, doenças cardiovasculares ou renais, por exemplo — o caso já está avançado.

Além disso, em caso de diagnóstico da doença, é fundamental observar os órgãos mais afetados — rins, olhos, pele, coração —, o que também pode ser feito com o auxílio do Suporte à Decisão Clínica.

O Dia Mundial do Diabetes é uma oportunidade e tanto para que todos os profissionais de saúde se engajem na luta contra essa doença, cuja prevalência vem crescendo em todo o mundo. Para ajudar os pacientes, nada melhor do que se manter atualizado sobre as melhores formas de prevenção, como também utilizar as melhores tecnologias disponíveis no mercado.

Quer saber mais sobre o Suporte à Decisão Clínica, que é mais uma ferramenta na luta contra o diabetes? Leia nosso artigo sobre o assunto!

Escrito por
Marketing Prontmed

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