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Classificação da hipertensão arterial sistêmica: como diagnosticar a pressão alta e qual o papel da tecnologia?

A hipertensão é considerada uma das principais causas subjacentes de morte no Brasil e no mundo — ou seja, ela não faz com que uma pessoa deixe de viver de forma direta, mas sim por sua associação às doenças cardiovasculares e outras mazelas relacionadas. O Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, é a segunda causa de mortes no país. Até 13 de julho de 2021, o cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontava nada menos que 214.082 mortes por doenças cardiovasculares em todo o território nacional somente nos seis meses anteriores.

Por isso, elaborar maneiras de facilitar o diagnóstico dessas doenças — que costumam começar com um quadro não detectado de hipertensão, uma condição que praticamente não tem sintomas perceptíveis — é fundamental. Para ajudar os médicos a avaliarem a saúde de seus pacientes e a fazerem um diagnóstico mais preciso no tratamento de doenças cardiovasculares, foi estipulada a classificação da hipertensão arterial sistêmica (HAS).

Em 2020, o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC), a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) definiram as novas diretrizes brasileiras para tratar do assunto, com algumas diferenças em relação às recomendações feitas pela American Heart Association (AHA) e pela American College of Cardiology (ACC), dos Estados Unidos, em 2017.

Neste artigo, queremos falar sobre essas diretrizes e alguns cuidados necessários no exame em consultório, incluindo as definições de pressão arterial sistólica e diastólica, e como a medição correta da pressão arterial é essencial para um diagnóstico confiável.

Apresentaremos, também, algumas novidades tecnológicas que dão suporte aos profissionais de saúde na definição do melhor tratamento para seus pacientes, com base em inteligência clínica e usadas de forma muito prática, totalmente integrada ao prontuário eletrônico.

Que tal a gente iniciar o papo com a definição de pressão sistólica e diastólica? Boa leitura!

Pressão sistólica e diastólica: as diferenças entre elas e como medi-las

A medida da pressão arterial se dá a partir da relação entre a pressão arterial sistólica (PAS) e a pressão arterial diastólica (PAD). Enquanto a primeira se refere à pressão máxima observada quando o coração se contrai — com o objetivo de impulsionar o sangue para que chegue às artérias —, a segunda está relacionada à pressão mínima, quando o órgão precisa se adaptar ao menor volume de sangue na região após dar o referido impulso.

Essa é a principal técnica para o diagnostico da doença hipertensiva e é um exame acessível e barato, principalmente se você colocar na balança o impacto que a doença tem na vida das pessoas.

Em diferentes fases da vida, tanto a pressão sistólica quanto a diastólica podem apresentar aumento nos valores medidos, mas é fundamental monitorá-las em consultório, de forma que possam ser controladas, caso necessário.

Como fazer a medição correta da pressão arterial?

A medição da pressão arterial é um passo fundamental para diagnosticar a hipertensão e outras doenças cardiovasculares. No entanto, há alguns pontos que não podem deixar de ser observados durante o procedimento.

O ideal é que a pressão seja medida, pelo menos, três vezes ao longo de uma consulta, com intervalo de um minuto entre cada medição. Na primeira, os dois braços devem ser verificados, já que podem ocorrer diferenças nos valores encontrados em cada um. A dica aqui é usar a medida de maior valor como referência e continuar aferindo a pressão no mesmo braço nas medições seguintes — a média das duas últimas checagens deve ser considerada a verdadeira pressão arterial do paciente.

Caso as diferenças entre as medidas de cada braço sejam superiores a 20/10 mmHg para as pressões sistólica e diastólica, é fundamental investigar a presença de doenças arteriais no paciente.

Outro detalhe importante: caso o médico suspeite de hipertensão arterial secundária à coartação da aorta, os membros inferiores também devem passar por uma checagem de pressão. Aqui, manguitos adequados à circunferência da coxa devem ser usados.

Há uma série de outras variações de exames recomendadas pelas autoridades de saúde, dependendo da ocorrência de doenças preexistentes no paciente, como a diabetes e a obesidade, por exemplo. Pacientes idosos também precisam ser avaliados com cuidados extras, afirmam as diretrizes brasileiras publicadas em 2020. Não se pode esquecer, ainda, da “hipertensão de jaleco branco”, situação em que o paciente apresenta alterações pressóricas por estar na presença de um médico.

Também é importante citar a importância que o diagnóstico da HAS e a sua correta medição ganhou nos últimos tempos, em consequência do novo coronavírus, já que o risco de pacientes hipertensos ou com doenças cardiovasculares desenvolverem a forma grave da doença é enorme. Por este motivo, inclusive, a hipertensão entrou na lista de comorbidades do Ministério da Saúde.

Tabela de classificação da hipertensão arterial sistêmica (HAS)

A HAS pode ser classificada como “Ótima”, “Normal”, “Pré-hipertensão” ou “Hipertensão Arterial” nos estágios 1, 2 e 3. Veja na tabela quais os valores atualizados para cada uma delas, de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2020.

ClassificaçãoPAS (mHg)PAD (mmHg)
PA ótima< 120e< 80
PA normal120-129e/ou80-84
Pré-hipertensão130-139e/ou85-89
HA Estágio 1140-159e/ou90-99
HA Estágio 2160-179e/ou100-109
HA Estágio 3≥ 180e/ou≥ 110
Fonte: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial 2020

O papel do Suporte à Decisão Clínica no tratamento da HAS

Como vimos até aqui, não só a classificação da hipertensão arterial sistêmica (HAS) como também os diferentes procedimentos necessários em cada caso (levando em conta idade ou condições gerais de saúde dos pacientes) podem exigir ações específicas por parte dos profissionais de saúde.

Cada vez mais, a tecnologia tem demonstrado ser uma aliada importante dos médicos, seja no tratamento de doenças cardiovasculares, seja nas recomendações que eles darão aos seus pacientes hipertensos que já tenham desenvolvido outras enfermidades. Isso é ótimo, pois as máquinas têm condições de armazenar uma grande quantidade de dados e de relacioná-los de forma inteligente. O objetivo é facilitar a vida do profissional de saúde e dar o suporte necessário para que ele chegue ao melhor diagnóstico.

Ferramentas de Suporte à Decisão Clínica são um bom exemplo de tecnologia capaz de fornecer recomendações de diagnóstico, tratamentos, exames e demais maneiras de ajudar os pacientes em tempo real, durante a consulta. Integradas a um prontuário eletrônico, esses sistemas tornam o encontro com o paciente mais prático e rápido, já que a partir dos dados clínicos inseridos pelo médico no prontuário, dicas e recomendações são sugeridas automaticamente. É muito mais agilidade e segurança na hora de dar o diagnóstico!

Esperamos que nosso post tenha ajudado a esclarecer alguns detalhes a respeito da importância de aferir corretamente a pressão arterial. Fique à vontade para consultar a classificação da hipertensão arterial sistêmica (HAS) sempre que achar necessário — e não esqueça do papel importante que a tecnologia vem desempenhando para facilitar o diagnóstico de pacientes com histórico de doenças cardiovasculares ou outras condições relacionadas.

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Escrito por
Marketing Prontmed

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