Receita digital: o que é, como funciona e como aderir?

Pandemias sempre têm fim, mas algumas novidades surgidas na era da Covid-19 chegaram para ficar: a receita digital é uma delas. Essa prescrição médica em formato virtual (sem papel) pode ser emitida tanto para o próprio paciente quanto para as farmácias, agilizando o processo de aquisição de medicamentos. Mais do que facilitar a compra de remédios, a tecnologia também permite fazer o download de modelos para emissão de atestados e solicitação de exames.

Além de poder ser usada em consultas presenciais, a receita digital também é ideal para o atendimento via telemedicina, facilitando a emissão de prescrições sem a necessidade de o paciente sair de casa — o que é útil não apenas em períodos de pandemia, mas também para pessoas com mobilidade reduzida ou que não estejam na mesma cidade do profissional de saúde.

Neste artigo, vamos trazer mais detalhes sobre a receita digital e seu funcionamento e, ainda, apresentar um passo a passo de como emitir a sua prescrição virtual com segurança e seguindo a legislação. Leia até o fim!

O que é a receita digital?

A receita digital é uma prescrição médica com as mesmas características técnicas e a mesma função e validade da sua versão tradicional. A diferença é que ela é emitida virtualmente, e não em papel. Para ser válida, no entanto, a receita precisa seguir algumas regras.

De acordo com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, a receita deve ter assinatura digital do profissional de saúde com certificado ICP-Brasil em um dos três modelos disponíveis: A3, token ou cartão.

Como funciona a receita digital para profissionais de saúde?

Já comentamos que a receita digital pode ser compartilhada pelo profissional de saúde tanto com o paciente quanto com as farmácias que comercializam os medicamentos prescritos. Para isso, é necessário gerá-la em um computador. Antes, porém, é preciso obter a certificação digital, que permitirá ao médico assinar a receita digitalmente de forma autêntica.

Importante destacar: imprimir uma receita médica comum e digitalizá-la por meio de scanner ou fotografia não é um procedimento válido. É necessário fazer a emissão de uma receita especificamente digital, que, por sua vez, não pode ser impressa. E mais do que isso: ela deve seguir todas as recomendações legais para ser válida juridicamente. Saiba mais sobre as recomendações do Governo Federal sobre a criação de certificado digital aqui.

Receita digital para pacientes

Além de facilitar a vida do profissional de saúde, a receita também é bastante versátil na forma de entrega aos pacientes. Entre os meios em que a prescrição pode ser disponibilizada estão SMS (mensagem de celular), e-mail e WhatsApp. Já o formato mais usado é o PDF, que pode ser acessado via arquivos anexos ou ainda links e QR Codes para o local onde o conteúdo está hospedado.

Receita digital para farmácias

Se o paciente preferir, sua receita também pode ser compartilhada com farmácias, desde que ele ou ela autorize e os estabelecimentos estejam adequados a todo o sistema, que inclui certificação digital via ICP-Brasil e acesso à internet para validá-la no Validador de Documentos Digitais, do Governo Federal.

Qual o prazo de validade da prescrição digital?

No que diz respeito ao prazo de validade da prescrição, ela funciona da mesma forma que uma receita comum. Há medicamentos cuja prescrição tem tempo limitado, de até 30 dias para serem adquiridos. Neste caso, se o paciente quiser comprar um remédio cujo prazo extrapola esse limite, uma nova receita deverá ser providenciada. No entanto, se a medicação receitada não tem prazo para ser adquirida, a prescrição digital continua valendo.

Receita digital é segura?

A prescrição digital é mais segura do que a tradicional. Com a assinatura digital, fica muito mais difícil emitir uma prescrição, atestado ou laudo falsificado. Além disso, diferentemente da receita em papel, a chance de extraviar um documento — e ter dados sensíveis dos pacientes vazados, infringindo a LGPD — é muito menor se ele circula apenas por meios digitais.

Embora ainda seja cedo para afirmar com certeza absoluta, a tendência é que, no futuro breve, a receita digital se torne o novo padrão do mercado de saúde, substituindo de vez sua versão em papel.

Passo a passo para emitir a receita digital

Quer saber mais sobre como emitir a receita digital? Siga o passo a passo para aderir a essa tecnologia.

Passo 1: fazer o CRM Digital

É preciso ter o CRM Digital para poder emitir receitas sem a necessidade do papel. Embora o documento não seja uma exigência para a atuação como médico, ele é um requisito para entrar no mundo da prescrição digital.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o CRM Digital conta com sistema antifraude e criptografia, o que dificulta a falsificação, e segue o padrão ICP-Brasil.

Passo 2: criar o certificado digital

Depois, o médico deve criar o seu certificado digital. Para isso, deve procurar uma Autoridade Certificadora (AC, empresa especializada no tema). Esse procedimento é necessário para que o profissional de saúde esteja habilitado para assinar digitalmente as receitas.

É fundamental, ainda, que a AC esteja vinculada ao ICP-Brasil. Caso contrário, o certificado não estará no padrão necessário para a emissão da receita digital.

Passo 3: associar o certificado digital ao prontuário eletrônico

Uma das formas mais práticas de emitir receita digital é por meio do prontuário eletrônico. Para isso, é importante que o profissional de saúde conte com uma tecnologia que ofereça esse recurso.

Ainda assim, o certificado digital é fundamental, pois sem ele, nenhum prontuário eletrônico ou sistema consegue emitir uma receita válida de acordo com a legislação brasileira. O Prontmed Hub é um exemplo de prontuário eletrônico que emite receitas digitais de forma integrada às principais Autoridades Certificadoras do mercado.

Chegamos ao fim deste artigo no qual buscamos esclarecer as principais dúvidas que médicos e outros profissionais de saúde costumam ter a respeito da receita digital. Com a transformação digital na saúde ganhando cada vez mais força, é fundamental estar preparado para as novas tecnologias que facilitam a vida de quem atua na área.

Gostou de saber mais sobre receita digital? Então, confira também nosso artigo sobre certificado digital para aprender mais sobre esse passo fundamental para começar a emitir suas prescrições.

O que é medicina integrativa e como colocar em prática no consultório?

A medicina integrativa se manifesta por meio de tratamentos e abordagens complementares à medicina tradicional. Sem abrir mão do conhecimento científico clássico, adiciona aos tratamentos médicos convencionais outros tipos de práticas — desde que, comprovadamente, tragam benefícios à saúde dos pacientes. Por exemplo: uma pessoa em tratamento para o câncer pode se beneficiar de práticas como a meditação, acupuntura, yoga, musicoterapia, entre diversas outras.

Um ponto que já faz parte da medicina convencional também é acentuado na medicina integrativa: a relação de confiança entre profissional de saúde e paciente, com um atendimento individualizado. O foco não é apenas no tratamento de uma enfermidade específica, mas na saúde das pessoas como um todo. Mais do que o cuidado biológico, a saúde mental e emocional também é observada com grande atenção.

Neste artigo, vamos detalhar quais são os principais benefícios da medicina integrativa, como ela se manifesta na prática e de que maneira os profissionais de saúde podem se preparar para oferecer esse atendimento mais humanizado aos seus pacientes. Boa leitura!

Conheça 10 modalidades de medicina integrativa para o seu consultório

Diversas práticas fazem parte da medicina integrativa. No Brasil, inclusive, 29 diferentes modalidades compõem as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) do Sistema Único de Saúde (SUS) — ou seja, são oferecidas como uma política pública focada na promoção do cuidado da população.

Saiba um pouco mais a respeito de 10 modalidades de medicina integrativa!

1. Acupuntura

A Medicina Tradicional Chinesa ou acupuntura envolve desde procedimentos diagnósticos (anamnese integrativa, com medição do pulso e inspeções da língua e da face, entre outras checagens) até medidas terapêuticas, como ventosaterapia, uso de plantas medicinais e práticas corporais e mentais.

2. Apiterapia

Consiste no uso de produtos derivados de abelhas (mel, própolis, entre outros) em tratamentos de saúde.

3. Ayurveda

De origem indiana, é colocada em prática por meio de massagens, técnicas respiratórias e de relaxamento, entre outras atividades. O cuidado com a alimentação e o uso de fitoterápicos também integra os tratamentos com ayurveda.

4. Cromoterapia

Com foco no equilíbrio saudável entre corpo e mente, a cromoterapia se baseia em tons quentes e frios do espectro solar para estimular vibrações e promover o autoconhecimento. São usados bastões de luz em partes específicas do corpo (com base na acupuntura) para o tratamento de problemas físicos ou emocionais.

5. Homeopatia

De acordo com o site do PICS, “a homeopatia envolve tratamentos com base em sintomas específicos de cada indivíduo e utiliza substâncias altamente diluídas que buscam desencadear o sistema de cura natural do corpo. Os medicamentos homeopáticos da farmacopeia homeopática brasileira estão incluídos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename)”.

6. Meditação

Entre seus objetivos estão o equilíbrio físico-emocional, a melhora do humor e, até mesmo, do desempenho cognitivo, por meio de um treinamento para direcionar o foco mental para pensamentos não analíticos.

7. Musicoterapia

A partir de elementos musicais, como melodia e harmonia, busca atender as necessidades de saúde de um indivíduo ou grupo — sejam elas corporais ou mentais.

8. Quiropraxia

Corrige a postura pela manipulação das articulações, aliviando dores e ajudando a prevenir novos problemas de saúde relacionados.

9. Terapia de florais

A partir de essências de flores, atua na busca por melhorar a qualidade de vida e a saúde mental e emocional. Criada pelo Dr. Edward Bach — conhecido pelos “florais de Bach” —, a terapia trata diversos problemas. Para o Dr. Bach, emoções como raiva e medo podem provocar desequilíbrio entre corpo e mente, o que causa doenças.

10. Yoga

Associada à meditação, a Yoga é uma técnica que prepara seus praticantes para terem um maior controle mental e corporal. Seus objetivos são diminuir o estresse, regular os sistemas nervoso e respiratório, aumentar a vitalidade e equilibrar o sono, entre outros.

Quais os principais benefícios da medicina integrativa?

A prática da medicina integrativa traz benefícios tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Acompanhe!

Benefícios para os pacientes

Uma das principais vantagens da medicina integrativa para os pacientes é ter um atendimento mais personalizado por parte do profissional de saúde. Ao consultar um médico focado em entender o indivíduo como um todo — sua saúde física e emocional, suas condições de vida, seus hábitos e necessidades — é possível receber orientações que façam sentido e contemplem suas vivências de forma integral. É claro que a medicina tradicional também leva todos esses pontos em consideração, mas com a medicina integrativa, uma série de tratamentos complementares podem ser ministrados.

Ao ter acesso a esse cuidado completo com corpo e mente, o paciente passa a alcançar uma qualidade de vida mais satisfatória, já que o foco é na prevenção de doenças — o que, inclusive, pode provocar uma potencial redução do uso de medicamentos. Também é possível potencializar tratamentos de saúde com metodologias complementares, desde que tenham base científica.

Vantagens para os profissionais de saúde

Profissionais de saúde que praticam a medicina integrativa têm uma atuação mais direcionada à prevenção, o que garante mais qualidade de vida aos seus pacientes. Assim, eles tendem a ganhar a confiança das pessoas que procuram consultá-los, o que aumenta a fidelidade e as recomendações ao seu trabalho, potencializando a atração de novos pacientes a partir do sucesso clínico.

Mesmo em caso do surgimento de alguma doença, o profissional passa a ter maior embasamento para estabelecer diagnósticos e definir tratamentos, já que conhece mais profundamente a realidade do paciente e entende suas necessidades.

Como a medicina integrativa pode ser aplicada na prática?

Antes de colocar a medicina integrativa em prática, é fundamental se preparar para isso. Afinal, já existem cursos específicos para qualificação dos profissionais de saúde na área, inclusive de pós-graduação em importantes instituições de ensino.

Mas nem todas as práticas relacionadas a um atendimento mais integrado aos pacientes precisam ser realizadas em consultório. Há atividades complementares ao tratamento médico que podem ser feitas em outras instituições de saúde, hospitais e até mesmo em outros estabelecimentos. Como já falamos, aulas de dança, meditação, yoga e outras atividades também compõem a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

Ainda que nem todas as práticas de medicina integrativa ocorram no próprio consultório do profissional de saúde, estudar e se capacitar para fazer a gestão desses processos é essencial para garantir a qualidade e a eficácia dos tratamentos para os pacientes. Além disso, há uma série de diretrizes do PNPIC que precisam ser respeitadas pelos gestores de saúde.

O uso da tecnologia na gestão da medicina integrativa

Falando em gestão da medicina integrativa, contar com o suporte da tecnologia é fundamental para garantir esse atendimento mais personalizado que os pacientes tanto desejam. Um prontuário eletrônico que permita ao profissional de saúde registrar os dados clínicos e particularidades de cada caso ajuda muito nessa hora.

É muito difícil lembrar de cabeça todos os detalhes relativos ao cuidado oferecido a cada pessoa, e usar o antigo prontuário de papel torna inviável o registro e armazenamento de tantos dados. Assim, a dica é contar com uma plataforma segura, eficiente e que permita um atendimento personalizado de alta qualidade.

Chegamos ao fim deste artigo sobre medicina integrativa e esperamos que o conteúdo tenha sido útil para o seu trabalho como profissional de saúde. Afinal, os pacientes demandam cada vez mais atenção em suas consultas médicas e práticas alternativas (desde que somadas aos tratamentos convencionais) podem ajudar a oferecer um atendimento mais completo.

Será que você conhece outros profissionais de saúde que poderiam se interessar por esse tema? Então, compartilhe o post nas suas redes sociais e ajude a levar mais informação aos seus colegas!

6 dicas para profissionais de saúde fazerem a diferença no Outubro Rosa

De acordo com a National Breast Cancer Foundation, dos Estados Unidos, uma em cada oito mulheres será diagnosticada com câncer de mama ao longo da vida. Esse é um dos principais motivos pelos quais surgiu o Outubro Rosa: chamar a atenção para a necessidade de prevenir a doença. Sabe-se que, quanto mais cedo ela for diagnosticada, maiores as chances de cura.

Neste mês em que a conscientização a respeito do tema ganha mais espaço na mídia e na sociedade, aproveitamos para dar nossa contribuição mais direcionada aos profissionais de saúde. Não são apenas ginecologistas e oncologistas que podem auxiliar na prevenção do câncer de mama. Todas as pessoas que atuam na área da saúde podem ajudar.

Para começar, confira a história do Outubro Rosa e, na sequência, veja algumas formas de ajudar pacientes na prevenção. Boa leitura!

Quando surgiu o Outubro Rosa?

É difícil estabelecer ao certo quando a campanha Outubro Rosa começou. Uma série de iniciativas surgiram entre os anos 1980 e 1990 com o objetivo de aumentar a conscientização acerca do combate ao câncer de mama. De uma forma ou de outra, todas inspiraram o movimento, que ganhou alcance mundial.

Uma das iniciativas pioneiras foi a criação da organização Susan G. Komen, fundada por Nancy G. Binker, nos Estados Unidos. Em 1980, ela prometeu à irmã, Susan — que faleceu após uma batalha contra o câncer de mama naquele ano — erradicar a doença em todo o mundo. A organização deu seus primeiros passos dois anos depois e se tornou um movimento global.

Graças à promessa de Nancy, mais de US$ 2,9 bilhões já foram investidos em pesquisas, ações de saúde comunitária e programas de combate à doença em mais de 60 países. De acordo com a organização, as mortes provocadas pelo câncer de mama tiveram redução de 40% entre 1989 e 2016.

Laço cor-de-rosa foi criado nos anos 90

Em 1992, a Estée Lauder Companies lançou sua própria campanha de combate à doença, encabeçada por sua fundadora, a empresária Evelyn H. Lauder, que recebeu o diagnóstico de câncer de mama no final dos anos 80. A iniciativa também criou o icônico laço cor-de-rosa, que inspirou o nome Outubro Rosa nos anos seguintes.

A campanha idealizada por Evelyn já arrecadou mais de US$ 99 milhões para apoiar pesquisas em nível global, projetos focados em educação e serviços médicos. Além disso, um investimento de US$ 80 milhões financiou 321 bolsas de pesquisa médica por meio da Breast Cancer Research Foundation (BCRF).

Outra iniciativa que levou à popularização do Outubro Rosa e prevenção do câncer de mama foi a fundação da Pink Ribbon Inc., em Nova Iorque (EUA), em 2008. Ao longo dos anos, o projeto cresceu e se tornou uma plataforma internacional reconhecida mundialmente, cobrindo mais de 30 países em cinco continentes.

Outubro Rosa no Brasil

O Outubro Rosa não é propriedade de nenhuma instituição, e sim um movimento independente que busca chamar a atenção em relação ao assunto, como forma de engajar mais pessoas a disseminar informações sobre a prevenção da doença. Inclusive, a campanha ganhou apoio de iniciativas públicas e privadas.

No nosso país, a primeira iniciativa vinculada ao Outubro Rosa foi a iluminação do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo (SP). Com uma luz rosa projetada sobre o monumento, em 2 de outubro de 2002, um grupo de entusiastas do combate ao câncer de mama ajudou a aumentar a visibilidade em torno do tema.

Cerca de duas décadas depois da primeira exposição da ideia no país, uma série de outros monumentos já foram usados para atrair simpatizantes à causa. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), o Congresso Nacional, em Brasília (DF), e até mesmo diversos estádios de futebol brasileiros já aderiram à campanha.

Quais os fatores de risco para desenvolver o câncer de mama?

Uma série de fatores podem aumentar ou diminuir as chances de uma pessoa ter câncer de mama. Mas, mesmo com um risco mínimo, é fundamental fazer o acompanhamento médico regular. Profissionais da saúde de todas as especialidades podem ajudar pacientes a lembrarem de levar essas características em consideração.

Os principais fatores genéticos a serem considerados, de acordo com a National Breast Cancer Foundation, são:

Há, ainda, outros fatores mais controláveis que podem aumentar as chances de ter câncer de mama, como sobrepeso, obesidade, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, exposição frequente a radiação e tabagismo.

Quais as principais medidas de prevenção do câncer de mama?

Segundo o site do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia de rastreamento (mesmo que não haja sintomas como nódulos ou “caroços” nas mamas) em mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

No entanto, o acompanhamento médico deve ser feito desde a juventude, com especial atenção a partir dos 40 anos de idade. Isso é importante porque iniciar o tratamento contra o câncer no começo da doença aumenta significativamente as chances de cura.

A prática do autoexame, ainda bastante difundida, não é recomendada há mais de 10 anos em países desenvolvidos. Ainda assim, pode ser realizada para autoconhecimento, sem abrir mão do exame clínico das mamas realizado pelo médico.

6 dicas para os profissionais de saúde apoiarem o Outubro Rosa

Nem todo profissional de saúde está diretamente ligado ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama, mas o Outubro Rosa é o momento ideal para todos se engajarem no estímulo à prevenção. Confira algumas dicas para contribuir com a causa, seja qual for sua especialidade!

1. Relembre as pacientes sobre a necessidade de prevenção

Ao receber no consultório ou clínica pacientes com 40 anos ou mais, verifique se os exames estão em dia e a prevenção contra a doença está sendo feita. Recomende uma consulta a um ginecologista.

2. Destaque a importância do apoio psicológico durante o tratamento

Caso a paciente já esteja em tratamento ou receba o diagnóstico de câncer de mama durante a consulta com você, certifique-se de orientá-la a respeito da necessidade de apoio psicológico para superar esse momento difícil.

Esse suporte é necessário durante todo o período do tratamento e, inclusive, após sua conclusão, especialmente em casos de mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Esse é o diagnóstico que costuma provocar abalos psicológicos mais profundos.

3. Use a identidade visual do Outubro Rosa

Durante o Outubro Rosa, falar sobre prevenção e usar a identidade visual da campanha no consultório é um estímulo a mais para conscientizar a população sobre o tema. Aplicar um bóton ou adesivo com o laço rosa sobre a roupa, decorar o ambiente com iluminação especial ou balões, identificar as redes sociais do consultório (caso as tenha) com as cores da campanha e preparar materiais informativos para distribuir aos pacientes são algumas ideias para apoiar a causa.

4. Não esqueça de alertar pacientes homens

Apesar do risco reduzido, é fundamental também alertar os pacientes homens sobre a prevenção durante o Outubro Rosa. Apenas 1% do total de casos de câncer de mama ocorre entre pacientes do sexo masculino, mas isso não é motivo para descartar essa possibilidade.

5. Engaje-se na campanha

Participar de eventos, dar palestras sobre o tema, escrever artigos na imprensa, estimular conversas entre amigos e familiares e ajudar na educação da população de forma geral pode ajudar a levar mais informação ao público.

6. Use a tecnologia para armazenar dados de pacientes

Ter dados de pacientes armazenados com segurança e organização é essencial para saber quando chegou a hora de dar orientações mais específicas a respeito da prevenção ao câncer de mama. Tecnologias como o prontuário eletrônico podem facilitar esse processo.

Além disso, sistemas de suporte à decisão clínica também podem auxiliar os profissionais de saúde a orientar a realização de exames e a tomar ações de prevenção contra o câncer de mama no momento certo.

Gostou das dicas? Esperamos ter contribuído com boas ideias para que, no Outubro Rosa, a prevenção do câncer de mama esteja no seu radar, seja qual for sua especialidade de saúde. Afinal, cuidar para que pacientes estejam sempre com seus exames em dia e conscientes a respeito do que precisam fazer para evitar essa e outras doenças é papel de quem trabalha na área.

Compartilhe o post nas suas redes sociais para que mais profissionais de saúde reflitam a respeito de sua importante contribuição para essa causa!

CEO da Prontmed debate cenário pós-pandemia no HIS

A Prontmed participou da 7ª edição do HIS – Healthcare Innovation Show, realizada entre os dias 21 e 23 de setembro. Afinal, não poderíamos ficar de fora deste evento que é o principal palco de discussão sobre tecnologia e inovação para a área da saúde.

No dia 23/09, o CEO da Prontmed Lasse Koivisto foi um dos participantes do painel “Pós-pandemia: Sistemas e fluxos de dados para o trabalho em conjunto”, parte da programação do CIO Summit no HIS. Com mediação de Guilherme Hummel, head-mentor do HIMSS@Hospitalar, o encontro ainda contou com a participação de Rafaela Guerra, CMIO do Hospital São Camilo, David Zanotelli, diretor de sistemas do Hapvida, e Rafael Jácomo, diretor técnico do Sabin Medicina Diagnóstica.

Lasse Koivisto, CEO da Prontmed (no canto inferior esquerdo), debateu com outros gestores em saúde durante o HIS
Lasse Koivisto, CEO da Prontmed (no canto inferior esquerdo), debateu com outros gestores em saúde durante o HIS

No início da conversa, Hummel brincou, dizendo que os participantes “estão em uma encrenca”, ao ter que lidar com mudanças velozes no cenário da saúde desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.

Continue a leitura para saber mais do que foi dito durante o painel!

Automatização e integração de processos clínicos foram grandes desafios da saúde no início da pandemia

A primeira pergunta de Hummel para os painelistas foi em relação à atuação de cada gestor no contexto de automatização e integração de processos clínicos e de que forma isso orienta o caminho da saúde no pós-pandemia.

Para Rafaela Guerra, CMIO do Hospital São Camilo, a situação era delicada, pois além da necessidade de automatizar processos clínicos em função da pandemia, a instituição já estava passando por uma troca de sistema. “O resultado foi que 80% do nosso projeto foi feito de forma remota, e acredito que isso seja uma case. Não conheço outro projeto desse tipo que tenha sido realizado de forma 100% remota”, destacou.

Em paralelo a esse desafio, o Hospital São Camilo lançou sua primeira solução de consulta a distância — inicialmente focado em casos suspeitos de Covid-19 e, mais adiante, direcionado para o autoatendimento. “Hoje, nosso processo de consulta com telemedicina já virou parte da rotina. Uma de nossas unidades faz mais de 1.000 consultas por mês”, revelou a gestora.

David Zanotelli, diretor de sistemas do Hapvida, divide a atuação da instituição na pandemia em duas fases. “Na primeira, pudemos suprimir todo o atendimento eletivo, o que nos deu uma folga para nos dedicar ao atendimento hospitalar. Por cinco meses atendemos apenas urgências e casos de Covid-19”, destaca.

A teleconsulta foi outro projeto implementado rapidamente, com o objetivo de atender os pacientes evitando sua ida presencial às unidades. O objetivo era acolher a demanda de pessoas que não desejavam se expor à infecção da Covid-19 e, também, ampliar o leque de atuação. “Fizemos 15 mil atendimentos a distância por dia, uma coisa surreal. Hoje fazemos 600 mil atendimentos mensais. A telemedicina veio para ficar”, enfatizou o diretor.

Lasse Koivisto, CEO da Prontmed, começou sua participação no HIS ponderando que a empresa não fez nada tão diferente do que já vinha fazendo antes da pandemia — considerando que a atuação da healthtech é focada na organização dos dados na entrada do paciente no sistema de saúde, por meio do prontuário eletrônico, algo essencial durante uma crise como a provocada pela Covid-19. “O que aconteceu foi o aumento da velocidade”, disse o CEO.

“Com dados estruturados por meio do prontuário eletrônico, muitos processos podem ser automatizados”, destacou Lasse

Logo que a pandemia começou, o mercado de saúde percebeu a necessidade de investir em tecnologia e integração de sistemas, algo que a Prontmed pôde ajudar o mercado a fazer. “A partir do momento em que se têm dados estruturados por meio do prontuário eletrônico, muitos processos podem ser automatizados. Imagine um exame que vai ser solicitado: ele tem um número, uma padronização. Tudo isso pode facilitar a autorização na operadora e facilitar o agendamento com o paciente”, destacou Lasse.

Além disso, o mercado passou a demandar várias soluções simultaneamente: prescrição digital, telemedicina e prontuário eletrônico, para citar apenas alguns exemplos. “Integramos nossa telemedicina ao prontuário, permitindo ao profissional fazer todo o atendimento na mesma interface. É um momento desafiador para todo mundo, mas estamos felizes com a forma como estamos conseguindo atender o mercado”, completou.

Os desafios para Sabin Medicina Diagnóstica também iniciaram praticamente junto ao começo da pandemia, conforme relatou o diretor técnico Rafael Jácomo. “Estivemos diretamente envolvidos nesse início, que era oferecer os testes de PCR aos pacientes. Já havíamos desenvolvido outros testes anteriormente, mas a demanda agora era muito maior, e precisamos automatizar diversos processos”, explicou o gestor.

Outro desafio foi lidar com o isolamento social, já que os pacientes não queriam sair de casa para fazer testes. Embora o Sabin já tivesse um serviço domiciliar forte, mais uma vez a grande procura foi desafiadora — “a demanda foi entre cinco e seis vezes maior que o habitual”, revelou. Para otimizar o atendimento, a empresa desenvolveu uma loja virtual para venda de testes e implementou drive-thrus com um processo mais ágil de cadastro e realização dos testes.

Gestores projetam pós-pandemia com mais tecnologia e automação na saúde

O mediador Guilherme Hummel destacou um cenário de aparente melhora da pandemia nas semanas anteriores ao evento e, a partir daí, perguntou aos painelistas a respeito de suas projeções para essa nova fase. Quais suas prioridades em termos de hierarquia de tecnologia e prioridades de implementação no chamado pós-pandemia?

Rafaela Guerra revelou que o Hospital São Camilo está atuando com um novo prontuário eletrônico que precisa ser capaz de medir os desfechos clínicos, seja em ambiente hospitalar, ambulatorial ou de pronto-socorro. “Precisamos discutir formas de introduzir padrões de interoperabilidade clínica dentro do sistema. A infinidade de formas com que um dado clínico pode ser introduzido em um template, avaliação ou diagnóstico torna muito difícil interoperar os dados clínicos e trazer conceitos semânticos. Eu preciso de conceitos semânticos dentro do prontuário”, definiu a gestora.

Para David Zanotelli, o Hapvida deverá focar na qualidade da informação registrada pelo corpo clínico da instituição no prontuário eletrônico. “Queremos ter uma atuação mais preditiva e preventiva em relação ao paciente”, resumiu.

Rafael Jácomo, do Sabin, apontou a área de atendimento ambulatorial como crítica no pós-pandemia. “Queremos que toda a parte burocrática já esteja resolvida quando o cliente chegar ao laboratório para fazer seus exames. Esse é um dos nossos focos estratégicos do momento”, apontou.

Lasse Koivisto afirmou durante o painel no HIS que um dos pilares da Prontmed para o futuro é a integração com grandes sistemas, que apesar de ser possível, não é algo simples de ser feito. “A maioria dos sistemas não foi pensada para estruturar o dado clínico do paciente na entrada, até porque não era esse o seu propósito inicial. Então, agora a gente está resolvendo essa questão”, afirmou.

Gostou do resumo que fizemos do painel “Pós-pandemia: Sistemas e fluxos de dados para o trabalho em conjunto”, com participação da Prontmed e que integrou a programação do CIO Summit no HIS – Healthcare Innovation Show? Os grandes desafios da tecnologia na área da saúde continuam e o momento é de observar atentamente o que vem por aí.

Agora, que tal dividir os insights do painel com mais pessoas? Compartilhe esse conteúdo nas suas redes sociais!

Segurança do paciente: quais as metas internacionais?

A Organização Mundial da Saúde definiu, em 2013, uma classificação internacional para segurança do paciente. Ela surgiu alguns anos após a discussão ter iniciado de maneira mais formal, com a publicação do relatório “To Err is Human: Building a Safer Health System”, do Institute of Medicine (IOM), no ano 2000.

Na época, os pesquisadores do IOM identificaram que 100 mil pacientes morriam anualmente nos hospitais estadunidenses em função de “eventos adversos”. Ou seja, a causa dos óbitos não estava relacionada às doenças que levaram à sua hospitalização, e sim a falhas durante o tratamento.

A prevenção quaternária também vem crescendo nos últimos anos, e seu conceito tem tudo a ver com segurança do paciente. Afinal, o tema diz respeito à tomada de ações para identificar o paciente em risco de “supermedicalização”. O objetivo é protegê-lo de novos procedimentos invasivos e sugerir aos profissionais de saúde intervenções eticamente aceitáveis.

Neste artigo, vamos abordar o conceito da OMS para segurança do paciente, as metas internacionais relacionadas ao tema e, ainda, falar sobre como a tecnologia pode ajudar na busca por esses objetivos — o que faz todo o sentido na era da saúde 4.0.

Vem com a gente?

Afinal, o que é segurança do paciente?

De acordo com a OMS, segurança do paciente significa reduzir o risco de danos desnecessários associados aos cuidados de saúde a um nível mínimo aceitável. Esse “mínimo aceitável” diz respeito às noções coletivas de conhecimento atuais, aos recursos disponíveis em cada situação e ao contexto do atendimento, comparado ao risco de o tratamento não ocorrer.

Além do número significativo de vidas perdidas anualmente para eventos adversos, os prejuízos financeiros derivados da falta de segurança do paciente também são preocupantes. O relatório “To Err is Human” apontou, na época, perdas de 2 bilhões de libras ao ano no Reino Unido com o prolongamento de hospitalizações. Questões legais relacionadas a essas internações demandaram outros 400 milhões de libras anuais do sistema de saúde britânico.

Embora esses números tenham caído pela metade em anos recentes, estima-se que é possível prevenir 50% dos eventos adversos nos hospitais britânicos. Isso abre espaço para melhorias significativas no que diz respeito à segurança do paciente. Os dados são do estudo “The Economics of Patient Safety”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2017.

Para aumentar a conscientização sobre o tema, a OMS instituiu o dia 17 de setembro como o Dia Mundial da Segurança do Paciente. Em 2021, o tema da campanha foi a atenção segura à mãe e aos recém-nascidos.

No Brasil, o Documento de Referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente, lançado pelo Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2014 aborda os aspectos fundamentais acerca do assunto.

6 metas internacionais de segurança do paciente

As metas internacionais de segurança do paciente têm o objetivo de ajudar instituições a seguir os cuidados necessários no atendimento de saúde. Essas metas podem variar, dependendo do programa de acreditação do qual cada instituição faz parte.

A seguir, destacamos as 6 metas estabelecidas pela Joint Commission International. Acompanhe!

1. Identificação correta dos pacientes

Seguir protocolos rigorosos de identificação dos pacientes é o primeiro passo para oferecer um atendimento de saúde seguro. Em geral, o uso de pulseiras com o nome do paciente e outros dados complementares (como nome da mãe e data de nascimento) é suficiente para evitar maiores problemas no ambiente hospitalar. Além disso, é importante que os profissionais de saúde verifiquem a pulseira antes de qualquer procedimento, especialmente quando a pessoa a receber o atendimento está inconsciente.

Mas e no ambiente ambulatorial, como isso funciona? Também é essencial garantir que o cadastro do paciente no prontuário esteja correto. Com isso, é possível assegurar que as informações do atendimento médico estão ligadas ao paciente correto.

2. Comunicação eficaz

A comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados do paciente deve ser eficaz, seja de forma oral ou escrita. O preenchimento de prontuários, relatórios, fichas de anamnese e outros documentos deve ser claro, sem deixar margem para dúvidas. Em caso de comunicação oral, todos os profissionais que fazem parte do atendimento devem se certificar de que as informações foram compreendidas.

3. Mais segurança na administração de medicamentos de alta vigilância

Outra meta internacional relacionada à segurança do paciente diz respeito à correta administração dos chamados medicamentos de alta vigilância. Essas são medicações geralmente administradas em ambientes hospitalares, e que podem provocar sérios danos à saúde dos pacientes em caso de erros em sua aplicação.

Entre as medidas recomendadas para qualificar o processo estão a identificação desses medicamentos (e dos locais de armazenamento) com etiquetas específicas, além de cuidados na prescrição, com destaque para o tipo de medicação e seus riscos.

4. Garantia de segurança cirúrgica

Usar os equipamentos adequados, em um ambiente apropriado para a realização da cirurgia, é fundamental para garantir a segurança do paciente. Os profissionais de saúde envolvidos também devem se comunicar de maneira eficaz (o que remete à segunda meta) durante o procedimento.

5. Redução de riscos de infecções associadas aos cuidados de saúde

A higiene das mãos é o principal ponto a ser abordado na busca por reduzir os riscos de infecções durante atendimento clínico e ambulatorial ou procedimentos cirúrgicos. Mas há outras recomendações relacionadas a essa meta, como o monitoramento dos antibióticos ministrados durante o tratamento, o correto manuseio de cateteres e outros materiais que possam provocar infecções, e o devido isolamento entre pacientes, sempre que necessário.

6. Redução de riscos de lesões nos pacientes em função de quedas

As quedas em hospitais, clínicas e outros ambientes relacionados à saúde são uma preocupação, e devem ser evitadas a todo custo. Por exemplo: impedir que obstáculos atrapalhem a circulação, garantir que acompanhantes estejam próximos para apoiar os pacientes e controlar doses de medicações que provoquem tontura.

Como a tecnologia ajuda a garantir a segurança do paciente?

Além dos pontos já abordados no artigo, a transformação digital na saúde também é uma realidade, e com ela estão chegando novas formas de ajudar os profissionais da área a garantir a segurança de seus pacientes. Confira alguns exemplos práticos:

A importância de preservar a segurança dos dados do paciente

Há outro aspecto bem importante relacionado à segurança do paciente que, embora não faça parte da classificação internacional da OMS, não pode ser desconsiderado. Afinal de contas, em um mundo cada vez mais digital — inclusive com as consultas podendo ser realizadas por meio da telemedicina —, é fundamental estar atento à proteção aos dados dos pacientes.

Mais do que um cuidado com as pessoas que confiam seus dados aos profissionais de saúde, oferecer essa proteção é uma obrigação legal, regida pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Em vigor desde 2020, a lei entrou em um novo estágio em agosto de 2021, com a aplicação de multas e sanções aos profissionais de saúde e de outras áreas que não a cumprirem — faça o download de nosso e-book sobre o assunto para saber mais detalhes.

Usar a tecnologia é meio caminho andado para garantir a segurança dos dados dos pacientes, especialmente um prontuário eletrônico aderente à LGPD, com criptografia e padrão de segurança bancária, como o Prontmed Hub.

Neste artigo, buscamos esclarecer os detalhes e as metas internacionais relacionadas à segurança do paciente, uma classificação internacional da OMS que busca não apenas garantir o melhor atendimento possível às pessoas, como também evitar perdas para hospitais e outras empresas do setor. Esperamos que você tenha gostado!

Será que todos os profissionais de saúde estão atentos em relação ao assunto? Ajude-os a saber mais a respeito! Compartilhe esse post nas suas redes sociais para aumentar a visibilidade do tema.

Ficha de anamnese: o que é e como usar em um prontuário eletrônico?

A ficha de anamnese é essencial no dia a dia de um profissional de saúde. Afinal, é por meio das informações levantadas durante a consulta com pacientes que se torna possível identificar suas queixas e encontrar o melhor diagnóstico e tratamento para cada caso. No entanto, seja por uma questão de espaço, praticidade ou segurança, preencher os dados clínicos em um prontuário eletrônico é muito mais vantajoso do que usar a ficha de papel.

Cada vez mais, a transformação digital na saúde vem alterando a forma como se dá a relação entre profissionais e pacientes. Na busca por mais agilidade, segurança e comodidade, um elemento fundamental dos atendimentos médicos, como a ficha de anamnese, também vem evoluindo a cada ano.

No texto que você vai ler a seguir, detalhamos o conceito de ficha de anamnese e analisamos sua relação com o prontuário eletrônico. Mas não é só isso. Destacamos, ainda, as vantagens de dar um passo adiante na forma como o registro da consulta é feito.

Boa leitura!

O que é uma ficha de anamnese?

Você provavelmente já sabe disso, mas não custa reforçar. No contexto da saúde, a anamnese é uma entrevista que o profissional realiza com seu paciente, buscando informações que possam levar a um diagnóstico. As respostas que o paciente dá podem guiar o médico a procurar certos sinais no exame físico, que serão importantes para o diagnóstico final.

A ficha de anamnese é o documento onde são registradas as informações obtidas pelo profissional de saúde durante a conversa com seu paciente. Embora essa entrevista possa ser aberta, deixando o paciente livre para falar de suas queixas, algumas informações essenciais devem ser colhidas durante a conversa. Para isso, fazer perguntas mais específicas é recomendado.

Roteiro da anamnese

De acordo com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o roteiro da anamnese deve conter as seguintes informações:

No entanto, nem sempre a ficha de anamnese se resume a essas informações. Dependendo das respostas dadas pelo paciente e de outros sintomas ou características identificadas pelo profissional de saúde durante o exame clínico, mais questionamentos podem ser necessários.

Quem deve ser o responsável por preenchê-la?

O profissional de saúde deve preencher a ficha de anamnese a partir da entrevista realizada com o paciente. Ou seja, não se deve disponibilizar o material para que o próprio paciente a preencha.

Quantos tipos de ficha de anamnese existem?

Existem tantos tipos de ficha de anamnese quanto existem especialidades de saúde. Isso ocorre porque, embora as informações básicas sejam sempre as mesmas, há questionamentos específicos, dependendo do diagnóstico.

Assim, pode-se dizer que todas as especialidades de saúde têm suas fichas de anamnese específicas. Quando falamos apenas de especialidades médicas, a Resolução Nº 2.162/2017 do Conselho Federal de Medicina (CFM) define 55 áreas reconhecidas no Brasil. No entanto, outras especialidades não-médicas, como a Psicologia e a Odontologia, por exemplo, também contam com suas fichas de anamnese.

Como o prontuário eletrônico pode facilitar o preenchimento da ficha de anamnese?

Para os profissionais de saúde que atuam em consultório, o preenchimento da ficha de anamnese pode ocorrer de forma mais fácil e segura com apoio do prontuário eletrônico. Afinal, os dados que compõem o documento são importantes para o acompanhamento dos pacientes.

Produtos disponíveis no mercado brasileiro, como o Prontmed Hub, permitem o preenchimento de dados essenciais da ficha de anamnese, como os históricos da queixa e patológico, informações a respeito dos hábitos do paciente e antecedentes familiares, entre outros. Além disso, com mais de 30 especialidades médicas incluídas, é possível criar uma ficha de acordo com a área de atuação específica.

Assim, o profissional de saúde ganha tempo e passa a ter os dados do paciente consolidados em um só lugar. No caso de prontuários em nuvem, as fichas são acessíveis de qualquer lugar e com total segurança, bastando ter um dispositivo com conexão à internet para consultá-los.

5 vantagens de preencher a ficha de anamnese no prontuário eletrônico

A seguir, destacamos alguns dos principais benefícios de preencher a ficha de anamnese digital direto no prontuário eletrônico. Acompanhe!

1. Catálogo de doenças e medicamentos

Um dos principais objetivos da ficha de anamnese é permitir ao profissional de saúde a identificação de potenciais interações medicamentosas e doenças preexistentes, o que o orienta não só a oferecer o diagnóstico correto, como também o tratamento mais adequado e seguro a cada caso.

Ao usar o prontuário eletrônico para registrar esses dados, o profissional pode contar com o apoio do catálogo de doenças e medicamentos que costuma fazer parte das funcionalidades de uma boa plataforma.

2. Redução do uso de papel

Outro benefício da ficha de anamnese digital é diminuir a quantidade de papel no consultório. Embora possa não parecer no começo da carreira, o acúmulo de fichas, prontuários, exames, laudos e outros documentos em formato físico pode se tornar um problema. Além de ocupar espaço, a própria localização e identificação de informações se torna mais demorada e complicada no papel, o que reduz a produtividade no consultório. No prontuário digital, tudo está à mão.

3. Segurança no armazenamento dos dados

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, os profissionais de saúde passaram a ter que dar ainda mais atenção à segurança dos seus registros clínicos. Por isso mesmo, ter uma ficha de anamnese ou prontuário em papel não parece ser uma boa ideia. Além de esses documentos geralmente não terem backup, em caso de roubo ou extravio os dados dos pacientes se tornam passíveis de serem visualizados por terceiros — o que pode gerar multas aos profissionais de saúde.

Com um prontuário eletrônico de qualidade, no entanto, esse problema não ocorre. Além de a plataforma contar com padrão de segurança bancária e criptografia, mesmo em caso de roubo do computador em que o sistema é acessado, os dados estão seguros na nuvem. Mas atenção: é preciso ter certeza que o prontuário eletrônico escolhido oferece esses recursos.

4. Acesso a informações em tela única

Além da já mencionada facilidade de encontrar as informações da ficha de anamnese em um prontuário eletrônico, é preciso ressaltar uma característica presente em alguns produtos: o acesso a todas as funcionalidades e dados na mesma tela. Assim, o atendimento se torna mais ágil por parte do profissional de saúde e, ao mesmo tempo, mais humanizado — já que a atenção é direcionada a quem mais importa: o paciente.

5. Prontuário focado na sua especialidade

Mais uma vantagem de usar o prontuário eletrônico: contar com uma plataforma focada na sua especialidade. Isso direciona o registro de dados clínicos, a prescrição de medicamentos, a solicitação de exames e outras atividades de rotina do consultório para o tipo de atendimento que está sendo oferecido.

Chegamos ao fim deste artigo e esperamos ter conseguido esclarecer o que é ficha de anamnese e como usá-la no prontuário eletrônico. Contar com as principais informações de saúde do paciente em um só lugar, armazenadas com segurança e facilmente acessíveis via internet facilita demais a vida dos profissionais da área. Ou seja, médicos, dentistas, psicólogos e outros especialistas podem se beneficiar.

E você, já usou uma ficha de anamnese digital? Quais foram os principais benefícios? Deixe seu comentário abaixo e vamos continuar essa conversa!

Saúde mental no Setembro Amarelo: 5 dicas para profissionais de saúde

Quem cuida da saúde dos pacientes também merece ser tratado com delicadeza e atenção. Afinal de contas, todos nós estamos sujeitos a sofrer de transtornos psicológicos, inclusive médicos, enfermeiros e outros profissionais da área. É por isso que falar de saúde mental no Setembro Amarelo — e em todas as outras épocas do ano — é tão importante.

Uma pesquisa recente divulgada pelo Medscape revelou que a Síndrome de Burnout atinge 42% dos médicos participantes do estudo dedicado ao assunto. Entre as especialidades mais atingidas pelo transtorno destacam-se urologia, neurologia, nefrologia, endocrinologia e medicina de família. Outros transtornos, como a depressão e a ansiedade, também fazem parte do dia a dia dos profissionais, o que vem provocando aumento no índice de suicídios entre a classe médica. Por isso é tão importante falar sobre o assunto.

Neste artigo, porém, mais do que alertar para os problemas de saúde mental que podem atingir quem trabalha na área, queremos compartilhar algumas dicas de prevenção. Embora a situação envolva não apenas atitudes individuais dos profissionais, e mudanças estruturais do segmento possam ser necessárias para ajudar a evitar que os transtornos se desenvolvam, é fundamental que cada um observe com atenção os sintomas e não deixe para contar com a ajuda do especialista só em última instância.

Para começar, vamos falar sobre os cuidados com a saúde mental? Boa leitura!

Importância de cuidar da saúde mental no Setembro Amarelo

Preservar a saúde mental no Setembro Amarelo e em todas as fases da vida é essencial. Apesar de os profissionais de saúde saberem muito bem disso, mesmo assim todos podem estar sujeitos a sofrer com transtornos como a depressão, a ansiedade e a Síndrome de Burnout. Esta última, inclusive, é uma das principais vilãs quando se fala da rotina de médicos e outros profissionais da área, que costumam trabalhar longas horas em situações de estresse elevado.

Preservar a saúde mental, no entanto, é importante não só para que se possa fazer seu trabalho da melhor forma. Viver com bem-estar emocional também é essencial para quem deseja ter um convívio familiar saudável, fazer amigos e manter uma relação equilibrada entre trabalho e lazer — sem falar nos benefícios que isso traz para a própria saúde física.

O papel do Setembro Amarelo na conscientização sobre saúde mental

A campanha chegou ao Brasil em 2014, em uma parceria entre a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A ideia é promover a conscientização a respeito da prevenção ao suicídio.

De acordo com o site oficial, mais de 13 mil suicídios são registrados anualmente no país — no mundo, os números superam 1 milhão de mortes a cada ano. Embora o tema seja delicado, os números deixam claro por que é tão fundamental falar de saúde mental no Setembro Amarelo.

A saúde mental de médicos e outros profissionais na pandemia

A Síndrome de Burnout está em um nível crítico entre os profissionais de saúde. A constatação é do site especializado Medscape, e foi publicada no estudo “Death by 1000 Cuts — 2021 Physician Burnout & Suicide Report”. De acordo com a pesquisa, os médicos têm lutado com o burnout já há algum tempo, mas a situação piorou durante a pandemia. A influência negativa da síndrome vai além do dia a dia profissional, atingindo os relacionamentos pessoais, além da satisfação com a carreira em longo prazo e os cuidados com os pacientes.

O panorama é considerado trágico pelo estudo do Medscape — que contou com mais de 12 mil participantes, de 29 especialidades médicas. O burnout e a depressão têm levado um número crescente de médicos ao suicídio, o que afeta de forma profunda seus familiares e a categoria como um todo.

Ainda de acordo com a pesquisa, as mulheres que também são profissionais de saúde vêm sofrendo um grande impacto desde o início da pandemia. Ao trabalharem de casa com mais frequência, são elas que recebem a maior carga de tarefas domésticas e de cuidados com os filhos — sendo que as crianças estiveram afastadas das escolas por meses em função de lockdowns e práticas de isolamento social. Isso tudo afeta sua rotina profissional e as deixam com menos tempo livre para descansar.

Burnout entre médicos e enfermeiros começou antes da pandemia

Para quem atua na linha de frente no combate à Covid-19, o medo é o de levar o vírus para seus familiares, o que impacta não apenas médicos, mas também profissionais de enfermagem e de outras especialidades de saúde. No entanto, não se pode tratar a questão do burnout entre profissionais da área como um evento pontual provocado pela pandemia.

Na pesquisa do Medscape, 79% dos entrevistados revelaram que foram acometidos pela síndrome ainda antes da chegada do coronavírus. Ainda assim, a falta de equipamentos de proteção, as longas horas de trabalho em condições difíceis, o luto pela perda de pacientes e o convívio com familiares entristecidos pelo falecimento de seus entes queridos são fatores que adicionam camadas de estresse e exaustão ao dia a dia, de acordo com o estudo.

5 dicas para manter a saúde mental

Como combater todos os prejuízos à saúde mental no Setembro Amarelo e além? Nem todos os fatores externos que contribuem para uma queda na qualidade de vida dos profissionais de saúde são controláveis, é claro. Mas individualmente, as pessoas podem tomar algumas atitudes para preservar seu bem-estar emocional.

Acompanhe algumas dicas da Mental Health Foundation do Reino Unido.

1. Pratique exercícios regularmente

A prática regular de exercícios pode aumentar a autoestima e ajudar a trazer maior concentração, um sono de mais qualidade e uma sensação prolongada de bem-estar. Além disso, atividades físicas mantêm o cérebro e outros órgãos vitais sadios, e ainda melhoram a saúde mental. Apesar da correria do dia a dia, é importante achar um tempinho para se exercitar, já que a rotina fica mais leve para quem pratica atividades físicas.

2. Alimente-se bem

Na correria diária, é comum que os profissionais de saúde fiquem sem se alimentar por longos períodos. Quando o fazem, muitas vezes não seguem as próprias recomendações feitas aos seus pacientes, de comer alimentos saudáveis.

Sabe-se que o cérebro precisa de um mix de nutrientes para funcionar bem, assim como todos os outros órgãos do corpo. Portanto, não é exagero dizer que uma dieta boa para a saúde física também é ótima para a saúde mental.

3. Saiba a hora de reduzir o ritmo

Mais uma dica que, sabemos, é complicada no dia a dia dos profissionais da área, mas fundamental para cuidar da saúde mental: desacelere o ritmo se sentir que está indo muito rápido.

Mesmo uma pausa de cinco minutos entre um paciente e outro, 15 minutos a mais para relaxar na hora do almoço ou uma escapadinha da cidade durante o fim de semana — qualquer atividade que quebre a rotina e permita descansar o corpo e a mente faz maravilhas pela saúde mental. O uso de tecnologias que otimizem o trabalho e aliviem a sobrecarga também pode ser benéfico, já que agiliza atividades cotidianas.

4. Mantenha contato com amigos e familiares

Com a pandemia, as relações entre as pessoas ficaram mais distantes, para a segurança de todos. Mas isso não significa que não se deva conversar com amigos e familiares. A internet está aí para isso. Mantenha-se aberto para manter as novidades em dia, isso faz bem para a mente.

5. Peça ajuda

Ninguém deve passar por um problema de saúde mental sem apoio. O cansaço, o acúmulo de tarefas e a falta de suporte podem tornar a vida cinza e sem graça, e nem sempre uma conversa com um amigo ou familiar é suficiente para resolver questões que podem ser mais profundas do que parecem.

Neste caso, contar com o suporte de especialistas é essencial: procure apoio psicológico ou psiquiátrico, caso necessário. Esse tipo de atendimento pode ser realizado, inclusive, via telemedicina. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) também pode ajudar. Clique aqui para conferir as formas de contato.

É por isso que se fala tanto em saúde mental no Setembro Amarelo. A campanha ajuda a aumentar a conscientização a respeito do tema, mas cuidar do bem-estar emocional é algo necessário durante o ano todo. E não é porque você é um profissional de saúde que está imune a transtornos psíquicos. O importante é procurar ajuda sempre que sentir necessidade.

E aí, como você tem cuidado da saúde mental durante a pandemia? Já adota alguma destas dicas? Faça seu comentário abaixo!

Como o Suporte à Decisão Clínica pode ajudar no diagnóstico da Covid-19?

Como todos sabem, desde março de 2020 o mundo não tem sido mais o mesmo. A partir do momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia do novo coronavírus, uma série de medidas sanitárias entraram em vigor. Desde o distanciamento social até o uso de máscaras e álcool gel, além do desenvolvimento de tecnologias, da realização de testes e de pesquisas para compreender como o vírus ataca o organismo – e os sintomas provocados no caminho – a vida na Terra mudou drasticamente. Entre as medidas, ainda devemos incluir o desenvolvimento de técnicas para o diagnóstico da Covid-19.

O mundo perdeu milhões de vidas desde então, mas é inegável que a ciência e a tecnologia evoluíram rapidamente no período, inclusive com o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, a principal esperança na busca pelo retorno à normalidade. Um dos sistemas que ajudou nessa evolução foi, justamente, o de Suporte à Decisão Clínica (Clinical Decision Support ou CDS, em inglês).

Neste artigo, vamos destacar como essa tecnologia pode ajudar na hora de detectar a Covid-19 em pacientes e falar sobre um estudo realizado nos Estados Unidos com uma calculadora de risco que permitiu que um grupo de médicos da linha de frente diagnosticasse casos da doença — um belo exemplo de como a transformação digital na saúde ocorre na prática.

Leia a seguir mais detalhes sobre o uso da tecnologia no diagnóstico da Covid-19!

Sistemas direcionam profissionais de saúde no diagnóstico de Covid-19

Um Sistema de Suporte à Decisão Clínica oferece uma ajuda e tanto aos profissionais de saúde durante o atendimento clínico de seus pacientes. Munidos com uma base de dados repleta de conteúdo científico, esses sistemas são uma espécie de “assistente virtual” que oferece informações para embasar diagnósticos e tratamentos de saúde, incluindo medicamentos e procedimentos recomendados — isso tudo a partir de uma relação com os dados clínicos dos próprios pacientes.

No caso da Covid-19, logo nas primeiras semanas da pandemia já foi possível identificar determinados sintomas comuns a quem contraiu a doença: febre, coriza, dor de cabeça, falta de ar e perda de olfato e paladar eram os mais frequentes. Muitas vezes, no entanto, esses sintomas se confundem com os de um resfriado ou gripe comum.

A variante Delta do coronavírus, surgida em 2021, é ainda mais similar a um resfriado, pois não costuma trazer sintomas mais específicos da Covid-19, como tosse e a perda de olfato e paladar. Daí, surge um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em uma situação de demora na realização de testes e obtenção de resultados.

A partir de um sistema de Suporte à Decisão Clínica abastecido com um banco de dados atualizado sobre essa e outras doenças, integrado a um prontuário eletrônico repleto de dados sobre o paciente, a detecção de um novo caso de coronavírus pode ocorrer mais facilmente. O profissional insere os sintomas e o sistema direciona para diagnósticos mais prováveis.

Calculadora de risco é exemplo de tecnologia que ajuda no diagnóstico da Covid-19

Um estudo publicado pela Infection Diseases Society of America (IDSA), dos Estados Unidos, demonstrou que uma calculadora de risco de Covid-19 chamada CORAL (COvid Risk cALculator) é um sistema de Suporte à Decisão Clínica capaz de orientar os médicos que atuam na linha de frente do combate à doença. Isso é feito por meio da avaliação diagnóstica de pacientes sob investigação e a descontinuação segura de precauções.

De acordo com o artigo, foi conduzido um estudo do sistema, que faz uma investigação diagnóstica da COVID-19 estratificada por risco. Quando o resultado é negativo para o contágio, as precauções baseadas na transmissão são retiradas. Este CDS (Clinical Decision Support ou Suporte à Decisão Clínica, em português) também faz a triagem de casos complexos para avaliação médica de doenças infecciosas.

Antes do CORAL, os médicos revisavam todos os registros de pacientes sob investigação para orientar as precauções necessárias. Depois da implementação do sistema de Suporte à Decisão Clínica, os médicos da linha de frente passaram a fazer essa avaliação diretamente usando o CORAL. Durante o processo, comparou-se as frequências dos testes de PCR para Covid-19 pré e pós-CORAL, a duração total do status do paciente como “sob investigação” e as horas de trabalho dos infectologistas envolvidos, entre outros fatores.

Resultados do estudo demonstram importância do Suporte à Decisão Clínica no tratamento da Covid-19

Entre maio de 2020, quando o projeto teve início, e fevereiro de 2021, quando ocorreu a publicação do estudo, o CORAL foi usado mais de 30 mil vezes. Atualmente, a ferramenta está em operação em 12 hospitais na região de Boston (EUA).

A conclusão do estudo foi de que o CORAL é um Sistema de Suporte à Decisão Clínica, nas palavras do próprio artigo, “eficiente e eficaz para orientar os médicos da linha de frente por meio da avaliação diagnóstica de pacientes sob investigação e descontinuação segura das precauções”.

É claro que os testes específicos, como o RT-PCR, são as principais ferramentas na conclusão do diagnóstico da Covid-19. Porém, em determinadas situações, sistemas como o CORAL servem como apoio para as equipes de saúde atuarem de forma segura no tratamento dos pacientes.

Chegamos ao fim de mais um artigo do nosso blog e esperamos ter trazido informações valiosas. Aliás, você sabia que as tecnologias de Suporte à Decisão Clínica podem ser úteis em diversas outras situações que vão além do diagnóstico da Covid-19? Seja no tratamento da hipertensão arterial sistêmica ou da diabetes, no cálculo do risco cardiovascular, entre outras doenças, um sistema baseado em fontes de atualização médica confiáveis e sempre pronto a facilitar a vida do profissional de saúde tem tudo a ver com o cenário de saúde 4.0 que estamos vivendo.

Então, que tal saber mais sobre Suporte à Decisão Clínica? Leia nosso artigo sobre o assunto.

VI Fórum Internacional Asap: especialistas brasileiros e internacionais debatem o futuro da saúde

Nos dias 24 e 26 de agosto de 2021, foi realizado o VI Fórum Internacional Asap, promovido pela Aliança para a Saúde Populacional. O evento, 100% online, reuniu autoridades e especialistas em saúde para debater temas variados, desde tecnologia e investimentos na saúde até mudanças epidemiológicas e reflexões a respeito do futuro.

A Prontmed também marcou presença no evento, com o CEO Lasse Koivisto moderando dois painéis. Um deles sobre fusões, aquisições e investimentos na saúde, com participação de Felippe Bento e Ricardo Ramos, e outro focado em estratégias de saúde digital, ministrado por Tiago Mattos.

Lasse Koivisto debate com Ricardo Ramos e Felippe Bento
Lasse Koivisto (no estúdio) debate com Felippe Bento e Ricardo Ramos (no vídeo)

Fórum debateu gestão da saúde populacional nas mais variadas esferas

O VI Fórum Internacional Asap trouxe uma série de debates relevantes sobre a gestão de saúde populacional. Seja dentro das empresas, seja na população em geral, os palestrantes trouxeram contribuições valiosas para o evento. Acompanhe!

Scott Wallace destaca a importância de entregar valor aos pacientes

A primeira palestra do VI Fórum Internacional Asap foi com Scott Wallace, cofundador e Diretor Administrativo do Value Institute for Health and Care na Dell Medical School (Estados Unidos). Wallace falou a respeito de como a missão do instituto é promover uma saúde baseada no relacionamento, em uma apresentação intitulada “Gestão de Saúde Populacional e Agenda de Valor: como essas agendas conversam?”.

“Os problemas relacionados à saúde populacional são muito semelhantes no mundo todo e a melhor solução é reunir as pessoas para que elas possam debater. Nossa meta no instituto é ajudar as pessoas a encontrarem as etapas a serem seguidas para começarmos a entregar uma saúde mais eficiente, solidária e efetiva para a população”, detalha.

Para o gestor, as dinâmicas de focus group são um método que não funciona se, ao reunir os pacientes, o objetivo é entender suas dores, sendo mais eficiente investir na ideia de Experience Groupo que já é uma prática no Value Institute. Neste caso, a diversidade de pacientes também não é algo que ajude no entendimento de suas necessidades. É preciso envolver participantes que tenham características similares, pois é essa empatia entre eles que faz com que as pessoas se abram para falar de seus verdadeiros desafios. E, a partir dessa interação, compreender o problema a ser resolvido se torna mais fácil.

Wallace ainda ponderou que a saúde baseada em valor não é um modelo único a ser seguido, mas sim parte de um conjunto de formas de pensar. “É isso que pode ajudar a gerir essa transformação na forma de atender pacientes”, definiu.

Cristiane Jourdan ressalta a importância de otimizar recursos na gestão de saúde

Outra palestra do primeiro dia do fórum, intitulada “Políticas de Gestão de Saúde Populacional”, foi a da diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Cristiane Jourdan. A gestora destacou a importância de trazer eficiência e melhoria da qualidade da saúde com recursos limitados.

“Otimizar recursos é o objetivo, mas como fazer isso? É preciso desenvolver um planejamento de gestão de saúde, em busca de um cenário ideal, no qual fazemos um diagnóstico dos problemas e propomos soluções. Neste diagnóstico, entendemos as características populacionais, identificamos programas a serem aplicados e priorizamos ações”, afirmou Cristiane. A diretora ressaltou, ainda, a importância dos programas de prevenção e implementação de tecnologia na gestão da saúde da população.

“TI é o principal caminho para aumentar a eficiência no setor da saúde. Dados dos pacientes são essenciais para entender as características da população. Infelizmente, o país não possui um ecossistema integrado de dados. A adoção de um prontuário único que reúna todas as informações do paciente, em um só documento, representaria um ganho enorme para a saúde dos indivíduos”, refletiu.

Debate reúne exemplos de gestão da saúde em empresas

No segundo dia do VI Fórum Internacional Asap, a palestra “Transformação da Gestão de Saúde Populacional nas Empresas” reuniu Fernando Viriato de Medeiros, vice-presidente de Talento e Cultura da AccorHotels na América do Sul, e Tom Gubanc, diretor de Vendas, Mercado e Network Services da Cleveland Clinic (EUA), com moderação de Joshua Snowden-Bahr, diretor de Contratos Globais da Cleveland Clinic.

Tom Gubanc começou sua fala abordando os 100 anos de atividades da Cleveland Clinic e as conquistas da instituição em um século de vida. “Uma das conquistas que começamos há alguns anos atrás foi oferecer serviços para os empregadores. Temos o programa cardíaco número 1 dos Estados Unidos por 27 anos seguidos. Mas mais do que a experiência médica, nos preocupamos com toda a vivência do paciente em Cleveland, inclusive sua estadia na cidade. Temos muitos hotéis dentro do nosso campus. E trabalhamos com eles para oferecer a melhor experiência possível aos pacientes quando eles vêm fazer uma cirurgia ou receber algum tratamento”, destacou.

Já o programa Executive Health, como o próprio nome diz, foca na saúde de executivos de grandes empresas. A partir da prevenção de doenças, especialmente as cardíacas, os pacientes da Cleveland Clinic têm menores índices de mortalidade e baixa necessidade de novas cirurgias, entre outros procedimentos.

Fernando de Medeiros falou sobre os programas voltados à saúde das equipes dos hotéis Accor. “Temos visto aumento do sedentarismo e da resistência das pessoas em fazer atividades físicas, então temos trabalhado nisso nos últimos anos”, observou. O gestor ainda tocou num ponto fundamental: programas voltados à atividade física precisam ser consistentes para que tenham grande adesão.

“Dois terços dos nossos funcionários (pesquisa feita em fevereiro de 2020) confirmaram que eles conhecem o programa e as ações que estavam em curso em nossos hotéis. No total, 73% deles aderiram a pelo menos uma grande ação para mudança de hábitos. E os focus groups que realizamos revelaram que as ações provocaram pelo menos uma grande mudança na vida das pessoas”, resumiu o gestor.

Marcelo Morales, do MCTI, destaca pesquisas realizadas nos últimos meses

Marcelo Morales, secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações, destacou em sua palestra o trabalho que vem sendo realizado nos últimos anos pelo MCTI. De 2020 para cá, o foco tem sido em estratégias e ações para combater a Covid-19 no Brasil. Mas o trabalho no ministério vai além, e inclui a produção de vacinas contra a dengue, Chikungunya e outras doenças. “Apenas no combate à Covid-19, foram investidos R$ 1,05 bilhão pelo MCTI”, destacou o secretário.

Médico e ex-ministro da Saúde, Nelson Teich fala sobre mudanças epidemiológicas

Um dos palestrantes do VI Fórum Internacional Asap foi o médico e ex-ministro da Saúde Nelson Teich, que falou a respeito de mudanças epidemiológicas e da importância de o país se preparar para enfrentá-las. “Precisamos falar em sustentabilidade, em custos crescentes no segmento. Temos tendência de novas doenças surgirem, com uma entrada cada vez maior no sistema de doenças chamadas de ‘raras’ e ‘ultrarraras’, ou seja, aquelas que surgem em um a cada 50 mil habitantes. É algo que pode atingir 6% da população mundial e cerca de 13 milhões de pessoas apenas no Brasil. Então, não é tão raro assim”, alerta Teich.

O médico ainda destacou a importância da inovação na saúde, mas ponderou que ela é uma ferramenta, e não um fim em si mesma. “A inovação aumentou muito, mas com que sabedoria vamos usar isso de forma inteligente? Não podemos tratar o paciente demais e nem ‘de menos’, e sim na medida certa. A inovação também demanda recursos humanos mais qualificados”, salientou.

“Não adianta ter uma máquina de última geração se não tiver um profissional de última geração. Caso contrário, o que vamos ter é uma medicina mais eficiente, mas para um número cada vez menor de pessoas e uma desigualdade grande. Esse talvez seja nosso maior desafio hoje. Vamos ter uma saúde cada vez melhor, e na mão de bons profissionais isso é algo espetacular. Mas se chegar a poucas pessoas, é motivo de preocupação e até tristeza”, analisou.

CEO da Prontmed Lasse Koivisto modera duas palestras no fórum

A Prontmed marcou presença no VI Fórum Internacional Asap com a participação do CEO Lasse Koivisto como moderador de duas palestras. A primeira delas ocorreu no dia 24 de agosto, com o título “Fusões, Aquisições e Investimentos na saúde e seus impactos na Gestão de Saúde Populacional”, ministrada pelo líder de negócios de médias empresas no Investment Banking do Itaú BBA, Felippe Bento. Ricardo Ramos, presidente da Asap e diretor médico da Itech Care, também participou como moderador.

Ramos falou sobre a tendência de fusões e aquisições na saúde em todo o mundo, propondo uma reflexão sobre qual é o impacto desse movimento na entrega de valor em saúde. Bento argumentou que a manutenção da qualidade é um dos pontos considerados pelos compradores.

“O que ele vai fazer com a empresa, que muitas vezes é um grupo com 30, 40 anos de tradição? Não só a parte quantitativa conta, como também a parte qualitativa, de como o negócio será tocado adiante. Especialmente quando é uma transação de compra de 100% do negócio. Então, preservar a qualidade também é algo analisado e considerado”, afirmou o especialista.

Lasse perguntou a respeito da visão de Bento sobre os objetivos de consolidação das fusões e aquisições da saúde, no aspecto de tecnologia e até outros mercados. O palestrante entende que não apenas consolidar o mercado, mas também ampliar o ecossistema de serviços é algo relevante para os investidores.

“Ser mais eficiente e ter um ecossistema de serviço mais completo é um dos principais motivadores. As empresas querem diversificar sua atuação e aumentar sua presença, podendo oferecer todas as soluções que os pacientes precisam. Assim, a tecnologia precisa estar aliada à eficiência e qualidade para agregar valor à saúde”, detalhou Bento.

Na palestra de encerramento do VI Fórum Internacional Asap, “Estratégias de saúde digital: o que vem pelo futuro”, Lasse apresentou o palestrante Tiago Mattos, cofundador da Aerolito e “investigador de futuros”. O profissional abordou quatro insights sobre revolução na saúde:

Lasse e Tiago Mattos falam sobre estratégias de saúde para o futuro
Lasse (em pé) e Tiago Mattos (no vídeo) falam sobre estratégias de saúde para o futuro

Perguntado por Lasse a respeito de como aplicar essas ideias no dia a dia, Tiago admitiu que essa questão também o aflige, mas apontou um caminho. “Para mim, as coisas começam a mudar quando a cultura muda. E o que é cultura? É o que você faz quando ninguém te pede ou te obriga”, resumiu.

O palestrante ainda indicou três obras para entender as mudanças pelas quais o mundo vem passando e que devem se acentuar cada vez mais: “Tribal Leadership”, de Dave Logan, John King e Halee Fischer-Wright, “A Organização Sem Medo”, de Amy C. Edmonson, e “Full Spectrum Thinking”, de Bob Johansen (ainda não disponível em português).

Esperamos que você tenha gostado do nosso resumo do VI Fórum Internacional Asap. Foram dois dias de valiosas conversas com autoridades e especialistas renomados do mercado de saúde brasileiro e global, que geraram insights e provocações para quem atua na área — seja como profissional de saúde, seja como gestor.

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O que é LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e qual seu impacto na saúde?

Compreender de que forma um profissional da saúde — tanto aquele que trabalha em uma grande instituição quanto o que atua sozinho em seu consultório — deve agir diante da Lei Geral de Proteção de Dados e, ainda, o importante suporte que a tecnologia oferece a quem atua na área, é fundamental para ter uma visão completa sobre o que é LGPD.

Neste artigo, abordamos os impactos da Lei Federal 13.709/2018 para médicos e outros profissionais da saúde, especialmente a partir de agosto de 2021, quando começou a aplicação de novas sanções a quem desobedecer às recomendações legais. No final do post, ainda disponibilizamos um e-book que traz todos os detalhes sobre o assunto.

Por isso, para evitar prejuízos, é fundamental se preparar para a nova realidade da LGPD na saúde. Continue a leitura para saber mais!

O que é LGPD e quando essa lei entrou em vigor?

A LGPD é uma estrutura legal que define diretrizes para a coleta e processamento de informações pessoais, e entrou em vigor em setembro de 2020 no Brasil. Mas em agosto de 2021, um novo momento chegou: começaram as aplicações de sanções administrativas para quem descumprisse as regras — o que inclui médicos e outros profissionais de saúde. Ainda assim, muitas empresas têm enfrentado dificuldades — uma pesquisa divulgada pela CNN Brasil revela que apenas 15% das organizações se sentem preparadas para atendê-la.

Os impactos da LGPD na saúde

A LGPD apresenta as regras sobre proteção de dados vigentes em todo o Brasil e aborda exigências que valem para o tratamento de dados pessoais, estejam eles em formato digital ou físico, realizados por pessoa física ou jurídica.

Na prática, a Lei Geral de Proteção de Dados busca garantir que o titular do dado pessoal tenha conhecimento do uso que está sendo feito desse dado e dá autonomia para os indivíduos decidirem como ele poderá ser utilizado. Embora o tema seja complexo, a ideia é simples: a LGPD busca evitar violações à privacidade pelo uso indevido de informações pessoais.

Para ajudar nesse desafio, criou-se a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), um órgão da administração pública direta federal do Brasil que regula pontos específicos da lei, além de monitorar o seu cumprimento por empresas e, se necessário, aplicar sanções administrativas.

São essas sanções que entraram em execução em agosto de 2021 no segmento da saúde. Assim, médicos e outros profissionais da área devem ficar atentos para evitar punições com base na LGPD.

Veja quais são as principais sanções em caso de descumprimento da lei:

Se quiser saber mais, baixe nosso e-book gratuito e conheça outros impactos da LGPD na saúde!

Por que a LGPD na saúde é tão importante?

A Lei Geral de Proteção de Dados tem impactos em várias áreas do mercado, afinal, todas as organizações que lidam com dados pessoais precisam se adequar à legislação. Quando se fala em LGPD na saúde, a relevância é ainda maior, justamente porque os dados pessoais dos pacientes são considerados sensíveis.

O que é um dado pessoal sensível?

Dado pessoal sensível é um tipo especial de dado, que merece maior proteção, já que pode ser usado de forma discriminatória. A LGPD o define como “dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.”

Em resumo, os profissionais de saúde devem ficar atentos ao fato de que dados pessoais relacionados à saúde do paciente são considerados dados sensíveis. Dessa forma, o tipo sanguíneo, os resultados de exames, o índice de massa corporal e os diagnósticos são dados pessoais sensíveis e devem ser protegidos conforme as recomendações da LGPD.

Por que é necessário se preocupar com a LGPD e não só com o sigilo médico?

A utilização de dados pessoais na área da saúde, segundo a nova lei, é um tema que supera a questão do sigilo médico. Na sua concepção tradicional, o sigilo entre médico e paciente diz respeito à confidencialidade das informações de saúde, ou seja, está diretamente relacionado à não divulgação dessas informações a terceiros.

Já a LGPD diz respeito também a questões como condições e limites de uso das informações, obrigações de transparência, regras sobre prestação de contas e cuidados adicionais no compartilhamento de dados, inclusive entre profissionais de saúde.

Como a tecnologia pode ajudar a proteger dados com base na nova lei?

Ao mesmo tempo em que a tecnologia apresenta novas facilidades para pacientes e profissionais da saúde, ela também estabelece novas responsabilidades. A telemedicina é um bom exemplo, já que a modalidade vem ganhando bastante espaço e aceitação no setor, principalmente após o início da pandemia da COVID-19, quando a utilização do recurso foi autorizada no Brasil em caráter excepcional. O aumento da acessibilidade à saúde, no entanto, implica na transmissão de dados pessoais entre paciente, profissional da saúde, aplicativos e softwares médicos.

Já o prontuário eletrônico requer atenção especial dos desenvolvedores para que seja uma plataforma segura e aderente à LGPD. O recebimento de dados de diferentes fontes, como médicos, exames laboratoriais e atendimentos de emergência demanda um esforço de todas as aplicações e profissionais envolvidos para manter os dados pessoais devidamente protegidos. Até porque o compartilhamento do prontuário pode melhor atender os interesses do paciente — com a realização de partes do mesmo tratamento em hospitais diferentes, por exemplo.

O mercado já oferece tecnologias para que os profissionais de saúde atuem com total segurança de dados e aderência à LGPD — o Prontmed Hub é um bom exemplo disso. Elas, inclusive, facilitam a adequação e garantem a correta aplicação das exigências da nova lei. Ou seja, ter tecnologias que deem todo o suporte necessário aos profissionais de saúde é meio caminho andado para trabalhar de acordo com as regras da LGPD.

É claro que, ao mesmo tempo que facilitam a vida do paciente e dos profissionais da área, as tecnologias voltadas à saúde também exigem maior cuidado e responsabilidade para evitar que os dados sejam vazados, roubados ou até mesmo utilizados de maneira indevida.

É fundamental que todos no setor da saúde conheçam a LGPD para que possam cuidar preventivamente dos dados pessoais de seus pacientes. Além de evitar responsabilizações e tornar a gestão dos dados mais organizada, a adequação à LGPD é vista como uma vantagem competitiva no setor.

Que tal baixar um guia completo sobre a LGPD?

Nós, da Prontmed, nos unimos ao escritório de advocacia Dias Carneiro para produzir um guia completo, que explica o que é LGPD, contextualiza sua aplicação na área da saúde e traz uma seção de Perguntas Frequentes para você tirar todas as suas dúvidas.

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Esperamos que com o nosso e-book você possa conhecer o que é LGPD e comece a aplicar as dicas no seu dia a dia. Depois da leitura, conte pra gente o que achou!