Na doença de Parkinson e a demência por corpos de Lewy (DCL) são doenças neurodegenerativas, que acometem principalmente pessoas da terceira idade, e causam diversos prejuízos à qualidade de vida, por afetarem diretamente tanto a memória e funções autonômicas quanto as habilidades motoras.

Apesar de já existirem diversas abordagens farmacológicas para o tratamento da Doença de Parkinson e Demência por corpos de Lewy, muitos destes medicamentos apenas reduzem os sinais ou retardam o progresso da doença, porém conforme o quadro do paciente vai se agravando com o tempo, estes medicamentos tendem a ser menos efetivos.

Neste âmbito, pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Georgetown realizaram um teste clínico de fase I, com 11 pacientes, utilizando nilotinib como tratamento para Doença de Parkinson e DCL. Os pacientes receberam o fármaco em dose esclar (150mg a 300mg) durante seis meses.

Os resultados iniciais da pesquisa foram promissores, foi visto que o nilotinib promoveu redução na quantidade de proteínas Tau e p-Tau, proteínas cujo acúmulo está associado com a DCL, enquanto os níveis de α-sinucleína, proteína relacionada com terminais pós-sinaptico, e de amiloide beta-40/42, que está associado com a proteção ao estresse oxidativo entre muitas outras funções, foram aumentados.

Além disso, foi relatado que em alguns casos houve um aumento na produção de dopamina, fazendo com que alguns pacientes tivessem que reduzir ou até parar tratamentos para reposição de dopamina.

Porém, o fato que mais chamou a atenção nestes resultados foi que o nilotinib foi capaz de melhorar ou até reverter os déficits cognitivos, motores e de funções não-motoras, tanto em pacientes com Parkinson quanto em pacientes com DCL.

No entanto, os pesquisadores advertem que estes resultados ainda devem ser observados com cautela, pois o estudo abrangeu apenas um pequeno grupo de indivíduos, além de não ter um grupo placebo ou controle.