O Genvoya é uma combinação das drogas elvitegravir, cobicistat, emtricitabine e tenofovir alafenamide e é destinado à pessoas com 12 anos ou mais, que possuam no mínimo 35Kg e que nunca receberam tratamento para HIV. Também pode ser utilizado em adultos que tenham a infecção por HIV suprimida. Seu uso não é aconselhado para pessoas que possuam problemas renais severos.

A efetividade e segurança do Genvoya foi testada em 3.171 participantes envolvidos em quatro testes clínicos. Dependendo do teste clínico os pacientes foram randomicamente escolhidos para tomarem o Genvoya ou outro medicamento para tratamento do HIV aprovado pelo FDA. Foi visto então que o Genvoya foi efetivo em reduzir a carga viral e comparável aos outros tratamentos.

Esta nova droga foi desenvolvida para reduzir o número de efeitos colaterais comuns ao tratamento de HIV. Para isto, o medicamento Genvoya possui uma nova versão do tenofovir, medicamento  que pertence ao grupo dos Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeo , que ainda não havia sido aprovada.

É visto que esta nova versão do tenofovir (TAF) é capaz de entrar nas células com mais eficiência, inclusive as infectadas com HIV, tornando possível a redução da dose de medicamento dada aos pacientes, o que leva  a uma redução de até 91% do tenofovir na corrente sanguínea. Ainda foi visto que esta nova versão do tenofovir parece estar associada a uma menor toxicidade renal e uma menor perda óssea, além de proporcionar um aumento no nível de colesterol total e LDL em relação à pacientes tratados com a versão antiga do tenofovir (TDF).

Os efeitos colaterais mais comuns do Genvoya são náuseas. Além disso, alguns efeitos colaterais mais severos incluem piora ou aparecimento de problemas renais, perda óssea e alterações no sistema imune.

Sobre o Genvoya o presidente da Gilead Sciences , empresa responsável pelo desenvolvimento do Genvoya, disse “ O Genvoya é o primeiro em um portifolio de medicamentos baseados no TAF que têm um potencial para melhorar o tratamento de HIV à longo-termo”.

Esperamos que essa e outras inovações possam ajudar o tratamento de pacientes.